quinta-feira, 25 de maio de 2017

RECORDS

The American sprinter high-fives a spectatior in a tracksuit at the finish-line after his 100m effort
Gatlin is likely to be Usain Bolt's main rival at the Rio Olympics after running him close in Beijing last year
Justin Gatlin breaks Usain Bolt's 100m record with 9.45 second dash on Japanese television show... but it wouldn't count
·         Justin Gatlin ran 100m in 9.45 seconds appearing on a Japanese TV show
·         Fastest time ever recorded in competition is Usain Bolt's 9.58 in Berlin
·         Gatlin was running with a 20mph tailwind provided by a giant fan
·         American is expected to be Bolt's main sprint rival at Rio Olympics
It was always going to take something special to beat Usain Bolt's unfathomable 100m record, but sprint rival Justin Gatlin has recruited a secret weapon ahead of their showdown in Rio this summer.
The 34-year-old smashed Bolt's 9’58’s time set at the Berlin World Championships in 2009 on Japanese TV show Kasupe!
However, Gatlin was backed by a wind machine blasting 20mph gusts down the track as he hurtled towards the finish line in 9’45’s seconds.
The time wouldn't have counted had the wind been natural, with the huge tail-wind more than four times the legal limit for competition.
But that didn't stop the assembled Japanese crowd on the sidelines from letting out squeals and jumping to their feet and clapping the American.
Bolt (right) will be looking to win his seventh, eighth and ninth Olympic gold medals this year
Bolt trounced Gatlin and in the 200m final in Beijing, which is the Jamaican's favourite event
'We are gonna bring it back to the USA, to LA to New York. We are going on a tour around the country with it around my neck like a gold chain.'
Bolt, who usually prefers to do his talking on the track, appeared to respond on his Instagram account just a few days later.
'Keep talking and I will keep working hard #Foreverfaster #SecuringTheLegacy #Blessed,' the world record holder over 100 and 200m wrote.
Bolt will be chasing his seventh, eighth and ninth Olympic gold medals in Rio this summer, after claiming three at both of the last two games in London and Beijin

domingo, 21 de maio de 2017

HUMOS CRIATIVO

O Papai É Pop - Marcos Piangers
EU NÃO CONHECI MEU PAI BIOLÓGICO..., A MINHA MÃE FEZ AMOR COM ALGUÉM, DEPOIS NUNCA MAIS ME CONTOU O QUE É ARRISCAR
"Olho para minhas filhas todos os dias e lembro que um dia irão crescer. Ganharão salário menores? Serão assediadas pelo chefe? Serão tratadas como pessoas frágeis e incapazes? Terão suas intimidades vazadas na internet? Ou teremos evoluídos? O mundo será mais seguro para elas? O mundo será mais justo? Acho e creio que seria uma evolução tecnológica incrível poder escolher o sexo do seu futuro filho. Mas uma outra evolução precisa acontecer antes disso". (Pág. 99).
Marcos Piangers, o pai pop, lança livro sobre paternidade
Comunicador da Atlântida participou de um bate-papo sobre paternidade no shopping Mueller
Pouco antes do início da pré-venda de O Papai é Pop, em julho deste ano, o comunicador Marcos Piangers participou de uma aposta sobre o resultado comercial das duas semanas que antecediam o lançamento da obra. Arriscou que venderia 300. Vendeu 7 mil antes mesmo de fazer a primeira ação de divulgação. 
O sucesso de O Papai é Pop chegou a Joinville neste sábado, quando Piangers esteve em Joinville participando de uma sessão de lançamento com bate-papo com os leitores no Shopping Mueller, às 19 horas. Para mediar a conversa, Rubens Herbst, colunista do Anexo, entrou em cena.
No livro, Piangers divide experiências sobre a paternidade, tema que, para muitos ouvintes do programa Pretinho Básico, na Rádio Atlântida, parece não ter nada a ver com ele, que recorda dos primeiros anos da vida de pai quando, ainda muito jovem para os padrões atuais – a primeira filha, Anita, nasceu quando Piangers tinha 25 anos e estava no ar na RBS TV com o programa Patrola. Apesar da juventude, a “missão da paternidade” sempre foi encarada com responsabilidade.
– Tento ser verdadeiro ao escrever sobre isso. Ser pai é muito mais do que postar fotos bonitinhas nas redes sociais: há as dificuldades de acordar no meio da noite, de fazer seu filho estudar – conta ele.
Desde que o livro foi lançado, a vida de Piangers mudou: seu nome, tão conhecido no Sul, agora figura na lista de mais vendidos no Brasil e, nesta semana, ele foi entrevistado no programa Encontro com Fátima Bernardes, na Globo. Ao mesmo tempo, viu a vida de pessoas desconhecidas mudarem.
– Um menino de dez anos me escreveu contando que os pais eram separados, mas o pai leu o livro e voltou para casa. Essas histórias são o meu pagamento – diz ele, que está doando os lucros das vendas do livro a instituições de caridade.
Quem participou do lançamento e fez fotos com o escritor, pode acessar o link na página oficial da Livrarias Curitiba.
Seja feliz mais feliz, sem desejar o mal para alguém
NINGUÉM CONSEGUE SER FELIZ DESEJANDO A INFELICIDADE ALHEIA!
Aposto que ao ler esse título, meus irmão e amigos, vocês pensaram que se tratava de um texto bem pessimista. Mas não é!
Essa história finaliza assim…
Um dia a vida vem e prova para você mesmo, que ninguém consegue ser feliz com a infelicidade alheia (Seu próximo). Esse dia sempre chega. Não se iluda. Não é má sorte ou azar, e tão pouco, que eu queira rogar uma praga, não é. É a lei do retorno ou de causa e efeitos, Lei do UNIVERSO. Pode demorar muitos anos, séculos, mas chega. A vida vem e lhe dá essa lição.
Assim, sempre que recomeçar no amor, faça isso do zero. Nunca entre na metade de uma história mal resolvida, nunca acredite em alguém que só se coloca como vítima – todo fato possui pelo menos três versões: a minha, a sua e A VERDADE.
E tenha certeza de que essa última versão é tão autêntica que um dia se revelará a você nua e crua. Então, só aí você encaixará as peças e montará o quebra-cabeça.
Quer mesmo ser feliz no amor? Quem não quer, né? Tudo é imprevisível. Não dá para adivinhar se uma história amorosa será ou não feliz. Todavia, dizem que colhemos o que plantamos.
Tem gente (pessoas) que usa a teoria da foto, isto é, compara o amor a uma câmera fotográfica e acredita que pode viver fazendo novas fotos se as anteriores não ficarem boa. Isso é teoria! Na verdade, ficar trocando de amor, como quem troca de roupa, deve ser estimulante no início, mas com o tempo cansa e você acabar de entrar num estado de espírito, doente dos males negativos.
Quem não quer compartilhar a vida com alguém especial e sentir que tem um porto seguro, um abraço verdadeiro confortável, beijos com amor de si e ao próximo, quentes que fazem tudo no corpo arrepiar e flutuar na imensidão das imaginações?
Se é esse o seu desejo, para aumentar suas chances, procure criar uma história limpa. Uma história em que ambos são felizes sozinhos e decidiram se somar. Uma história que não deixou ninguém de coração partido para trás.
Sei que é difícil. Em quase toda relação, no fim, alguém ficará machucado (a). No entanto, antes de você se envolver de novo, busque saber se você não é um obstáculo na vida de outro casal ou alguma pedra no seu sapato. Será se você é o estopim? Se for, saía de cena. Deixe tudo se resolver naturalmente. Não force a situação só porque você se apaixonou perdidamente e acha que merece viver esse amor a qualquer preço. Deixa, que o tempo se encarregará das perguntas e respostas.
Ah, meus irmão e amigos, depois de um tempo você descobrirá que existem preços caros demais a se pagar. Só que aí, você já o estará pagando e, muito provavelmente, chorando e sofrendo. Pegar a história alheia pela metade e tentar continuá-la é dar murro em ponta de faca.
Histórias que se iniciam no primeiro parágrafo têm maior chance de se desenvolverem com sucesso porque ela não foi construída em cima da infelicidade de ninguém. Você não interferiu na história de outra pessoa.
Não apressou o seu desfecho. Ao contrário, você mesmo (a) montou o seu enredo. E agora poderá vivê-la no ritmo que quiser e ser feliz pelo ar que respira, feliz pelas noites que te faz dormir tranquilo (a), feliz pelo vento que te faz se sentir mais agradável ao seu corpo, feliz por ter um irmão amigo de verdade, poder acreditar e confiar nele.
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quinta-feira, 18 de maio de 2017

CUIDADO AO COMPRAR TÊNIS

MUITO CUIDADO, QUANDO ESCOLHER UM TÊNIS DE CORRIDA E COMPRÁ-LO
Igor Oliveira
Graduando em Matemática pela Universidade Federal de Itajubá-MG. Futuro maratonista, adepto das corridas de rua e do futebol bem jogado. Estagiário no Dinheirama e dono no Radiocorsa e no Dicas iOS.
EXEMPLO Nº 01
EXEMPLO Nº 02
Empresa é condenada a indenizar cliente lesionado por uso de tênis defeituoso. É isso mesmo! As advogadas Flávia Santos e Sara Miranda tiveram acesso à decisão da Justiça de São Paulo que beneficia um corredor que teve lesões após usar um calçado com defeito de fabricação. 
Após utilizar o produto, ele teria sentido dores no pé direito e foi diagnosticado com “fascite” e “tendinite”. O corredor encaminhou o tênis para análise após efetuar uma reclamação junto ao fabricante e recebeu como resposta: “O produto encontra-se fora dos padrões de qualidade e será substituído por um novo”. (A foto em destaque é ilustrativa)
O relator, desembargador Edson Luiz de Queiroz, afirmou em seu voto que os danos físicos foram comprovados em laudos periciais, que também evidenciaram ser o produto defeituoso o causador das lesões. Para o magistrado, são justos os pedidos de indenização por danos materiais e morais. “A ofensa à integridade física do cliente, aliada ao fato dele ser praticante de esportes e corridas, e a possibilidade de lesão definitivamente incapacitante por certo lhe retirou tranquilidade e paz de espírito, ” afirmou.
Com a decisão, a empresa deve indenizar o cliente em R$ 3.080 pelos danos materiais e R$ 20 mil pelos danos morais. Confira aqui a notícia na íntegra!
Essa é mais uma notícia publicada pelo Blog Direito Direto que beneficia os corredores de rua. Em dezembro, as meninas tiveram acesso a uma decisão que garante a inclusão de pessoas com deficiência em todas as corridas realizadas no município da Serra.
Portanto, fiquem de olho no Blog Direito Direto e em seus direitos como corredor e cidadão!
Como escolher um bom tênis de corrida
A corrida é um dos esportes mais praticados no Brasil. Em São Paulo e no Rio de Janeiro tem corridas de rua todo final de semana. Você provavelmente tem um amigo que corre e sente um pouco de “inveja” da vida saudável que ele leva e sempre quis começar a correr, seja por querer sair do sedentarismo ou simplesmente pelo seu “projeto verão”.
Qualquer pessoa pode correr, é só calçar um tênis e ir, mas para isso é importante saber qual o modelo mais adequado.
Antes de mais nada, quem quer começar a correr deve fazer os exames médicos. O principal é ir a um cardiologista e ver se você pode correr. Alberto Brandão já escreveu sobre alguns cuidados ao fazer atividade física.
1º acima de tudo - Saiba o seu tipo de pisada
Hoje, com toda a tecnologia que nos é apresentada, existem vários tipos de tênis para os três tipos de pisada: Pronada, Neutra e Supinada.
Pisada Pronada: É quando o corredor tem a pisada pra “dentro”. Alguns modelos indicados são: Nike LunarGlide+ 5, Asics Gel Kayano, Mizuno Wave Nirvana.
Pisada Neutra: É a pisada normal de quem encosta toda a planta do pé de uma vez no chão sem torcer o tornozelo. Nike Pegasus, Asics Gel Cumulus 13, Mizuno Wave Creation, Asics GT 2160, Adidas Adios 2.0, Adidas Boston.
Pisada Supinada: É o “contrário” da pisada pronada, nesse tipo de pisada o corredor tem toda a parte externa do pé tocando o solo e raramente usa o dedão do pé como base para o próximo passo. Nike Vomero, Asics Gel-Nimbus, Adidas Supernova Glide.
Há algumas lojas no Rio e em São Paulo que fazem o teste. Provavelmente deve haver alguma na sua cidade também, é só procurar.
2. Vá a uma loja especializada
Nada de usar um tênis errado ou escolher algum simplesmente por ser barato. Lembre-se daquela velha máxima: “O barato pode sair caro”. Bons tênis de corrida aqui no Brasil custam entre R$300 e R$600.
Temos várias marcas no mercado que oferecem desde o tênis mais tecnológico até aquele mais simples que encaixa perfeitamente no seu pé. De qualquer forma, vale o lembrete: não é o preço que faz o tênis. É importante testar, pesquisar e escolher com inteligência.
3. Tipos de Tênis
Basicamente, existem tênis dos tipos: minimalistas, com amortecimento e tênis para corridas em trilha. Todos eles têm para as três pisadas.
Muita gente tem usado o tênis minimalista – quase não tem amortecimento, possui a borracha bem rente ao chão e dão a sensação de correr descalço. Entram nessa categoria os modelos Nike Free Run, Vibram FiveFingers, Adidas AdiPure e Asics Gel Blur 33, Saucony Kinvara.
Nike Free Run, exemplo de tênis minimalista. Os tênis com amortecimento dependem muito da sua pisada e alguns modelos foram indicados acima, além deles podemos citar alguns mais leves como: Nike Flyknit, Asics Kinsei, Asics Tri Noosa, Adidas Boost.
Já o tênis para trilha tem vários modelos e depende do terreno em que se corre, alguns modelos indicados são: Nike Pegasus Trail, Adidas Response Trail, Asics Fuji.
4. Experimente, corra com o tênis
Quando você for à loja, experimente bem o tênis, veja se a loja tem uma esteira para que você possa correr com o tênis, se ele não aperta as extremidades do seu pé – lembre-se que ele vai lacear depois de um tempo, mas é importante não confiar demais.
Link Youtube | Teste da pisada na esteira
5. Cheque o preço no exterior
Assim como vários outros produtos, você pode importar os tênis. Em geral, eles saem bem mais baratos – chegam a custar menos de 50% do valor daqui – mas lembre-se que haverá impostos e o frete. De qualquer forma, antes de sair por aí comprando qualquer tênis, veja se não teria o mesmo modelo tem em alguma loja, experimente e considere a possibilidade de comprar fora. Pode ser que você poupe uma boa grana.
6. Corra
Com o inverno tudo fica mais difícil. A cama fica mais quentinha, o sol mais frio e a vontade de correr vai embora até para quem já corre há algum tempo. Presumo que todos têm alguma atividade e não podem correr ao meio-dia – no inverno é um horário bom.
Aproveite para procurar uma academia. Se você gosta de acordar cedo, algumas abrem às 5 da manhã, assim você pode correr e ir para o serviço. Você se sente motivado e o trabalho rende mais. Ou se preferir, vá ao final do dia, você chegará cansado da academia e dormirá como um anjo. Mas, claro, nada se iguala a sair ao ar livre, ir a um parque ou à praia e apreciar a paisagem enquanto corre.
Quando você começa a correr, é difícil não se apaixonar. Você fica completamente viciado, conhece pessoas, pode convidar seus amigos a correr também, alguns toparão – pode ir na fé que isso acontece, sempre tem um amigo que tinha vergonha de correr sozinho, mas que se anima com companhia.
O primeiro passo – para muitos outros – só depende de você, portanto, vá correr agora.
Além de ter uma vida saudável, eu tenho o desejo de fazer uma maratona. Essa busca por novos desafios é algo que me traz bastante motivação. É meio inexplicável isso, correndo a gente acaba procurando por desafios maiores, mas a maratona é o mais chamativo deles. Começar a treinar com um objetivo em foco sempre faz com que outros venham junto.
Para você que já corre há algum tempo, o que te motiva a correr? Como incentivar os seus amigos a correr?

terça-feira, 16 de maio de 2017

PRÊMIO NOBEL DA PAZ 2017

Prêmio Nobel da Paz de 2017 - tem mais de 300 candidatos; O Presidente atual dos Estado Unidos (EUA) Donald Trump é um dos cotados.
O Comitê Nobel anunciará o ganhador em 06 de outubro. No ano passado, o vencedor foi o Presidente Colombiano, Juan Manuel Santos, por seus esforços para trazer a Paz a seu país após meio século de conflito.
Papa recebe Uribe e Santos no Vaticano em meio ao processo de paz na Colômbia
Juan Manuel Santos pede ajuda ao pontífice em meio ao processo de paz na Colômbia. Francisco classifica encontro como "diálogo sincero" em "momento histórico" vivido pelo país sul-americano.

Prêmio Nobel da Paz 2017 tem mais de 300 candidatos; Trump é um ...

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Cearense Maria da Penha é indicada ao Prêmio
A nomeação dos vencedores do maior prêmio mundial de promoção de paz ocorre, anualmente, em outubro, na Noruega
No próximo mês de fevereiro, a fortalezense Maria da Penha Maia Fernandes deve ser confirmada como uma das indicações ao Prêmio Nobel da Paz de 2017. Durante este mês, o comitê da premiação recebe sugestões de possíveis candidatos de todo o mundo. Os nomes serão analisados pelo conselho até o início do próximo ano. A nomeação dos vencedores do maior prêmio mundial de promoção de paz ocorre, anualmente, em outubro, na Noruega.
O anúncio da possibilidade de Maria da Penha ser indicada foi feito em agosto pela senadora Lúcia Vânia (PSB-GO) e pela primeira-dama do Distrito Federal, Márcia Rollemberg. A declaração ocorreu durante sessão solene no Congresso Nacional que celebrou os dez anos da Lei Maria da Penha (11.340/06), no último 7 de agosto.
Maria da Penha afirmou não ter conhecido a proposta do Governo até o momento do pronunciamento no Congresso. “Foi uma surpresa”, disse. De acordo com a biofarmacêutica, o prêmio pode dar maior visibilidade à proteção da mulher. “Cerca de 98% da população brasileira sabe da existência da lei, mas nem todos os municípios têm políticas públicas de assistência. Ainda é muito pouco”, diz.
Conforme a senadora Lúcia Vânia, somente 28 dos 5.570 municípios brasileiros têm policiamento específico para mulheres — por meio de delegacias especializadas.
Lúcia, durante a solenidade, realçou a coragem de Maria da Penha, que levou à Corte Interamericana de Direitos Humanos as duas tentativas de assassinato que sofreu do ex-marido, em 1983. Ela foi atingida por um tiro de espingarda enquanto dormia e ficou paraplégica. “É corajoso porque enfrenta um silêncio envergonhado da violência de um Estado que despreza por completo o direito de milhões de brasileiras de se sentirem seguras”, disse a senadora.
Mesmo ainda sendo uma possibilidade, Maria da Penha já enxerga na nomeação um “avanço”. Contudo, ela afirma que ainda há o desafio de alterar a cultura de violência no País. “Delegacias da mulher ainda não funcionam 24 horas, nem em feriados, quando, geralmente, o homem agressor está em casa. É preciso rever o atendimento”, indica a farmacêutica.
Saiba mais
Alguns dos perfis de indivíduos que podem fazer indicação ao Prêmio Nobel da Paz: membros de assembleias nacionais e governos; reitores e professores de ciências sociais, história, filosofia, direito e teologia; ganhadores do Prêmio Nobel da Paz e membros atuais e antigos do Comitê Norueguês do Nobel. O Nobel da Paz pode ser atribuído a pessoas ou organizações que estejam envolvidas em resoluções de problemas sociais.
Lista de indicados ao Nobel da Paz inclui Trump, Papa e Putin
Patrocinador propõe 'reconhecimento de paz pela força' do presidente americano
Papa Francisco e Putin se encontram no Vaticano - Gregorio Borgia/AFP
OSLO - Um número quase recorde de 318 indivíduos e organizações foram propostos para disputar o Prêmio Nobel da Paz 2017, indicou o Instituto Nobel. A lista, cujos proponentes são mantidos sob anonimato, inclui os nomes mais distintos possíveis: do Papa Francisco aos presidentes Donald Trump e Vladimir Putin.
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A identidade dos candidatos é em princípio mantida secreta, mas os seus patrocinadores — deputados e ministros de todos os países, premiados e professores universitários — podem anunciar publicamente o nome do proposto
O grupo de resgate sírio Capacetes Brancos, o ex-agente da CIA Edward Snowden (delator de práticas de espionagem em massa) e a União Americana para as Liberdades Civis (ACLU) estão entre candidatos alternativos citados.
Por outro lado, o novo presidente americano aparece apoiado por um compatriota de identidade ainda desconhecida, mas que "pretende ver reconhecida sua ideologia de paz pela força". Estão também o Papa Francisco, proposto por um deputado norueguês por se apresentar como "um dos raros nomes a desafiar Donald Trump", o presidente russo, Vladimir Putin, e o ex-chefe de Estado francês Jacques Chirac.
O Instituto Nobel destacou que são ao total 215 indivíduos e 103 organizações disputando. O comitê anunciará sua escolha em outubro. Em 2016, ano recorde de indicados (376), o vencedor foi o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, pelos esforços de paz com as guerrilhas locais, num conflito que dura mais de meio século.
Presidente Donald Trump, após discursar pela primeira vez em Congresso americano Andrew Caballero Reynolds/AFP
Apesar de serem reconhecidas pelo trabalho em busca da paz mundial, a maioria delas dividiu o prêmio com um homem ou uma organização
A última personalidade a receber o Nobel da Paz foi o atual presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em 2016, por seus esforços para acabar com a guerra civil instaurada no país mais de 50 anos. Foram 130 laureados com a premiação em 97anos – entre 1901 e 2016. Entre todos os que puderam receber o reconhecimento por seu trabalho pela paz mundial, 17 são mulheres.
Elas ficaram atrás dos 88 homens e das 26 organizações que já levaram o prêmio para casa. Além disso, a maioria delas dividiu o prêmio com outros homens ou organizações. A historiadora e pesquisadora em história das mulheres e estudos de gênero pela Universidade de Brasília (UnB), Ana Vitória Sampaio, explica que o prêmio visa ao reconhecimento e à publicidade internacional de indivíduos que marcaram sua época.
Sobre o número muito inferior de mulheres laureadas, Ana Vitória afirma não encontrar outra razão que não seja a permanência e a naturalização do sexismo.
“A história das mulheres já nos mostrou que elas não estiveram ausentes do mundo da ciência, das artes, da tecnologia, da política e até mesmo das guerras. No caso do humanitarismo, a presença de mulheres foi maior ainda, já que elas se lançaram, sem o menor temor, como voluntárias em guerras, zonas de conflito e países arrasados pela miséria, pela fome e pela doença”, explica a pesquisadora.
Ana Vitória lembra que Madre Teresa de Calcutá tornou-se símbolo da luta contra a pobreza na Índia. Algumas são mais desconhecidas, mesmo tendo sido laureadas com o Prêmio Nobel, como Rigoberta Menchú Tum, ativista indígena da Guatemala, e Betty Williams e Maired Corrigan, ativistas da paz e dos direitos humanos da Irlanda do Norte.
“Mas, muitas outras ficaram esquecidas. Como disse Virginia Woolf: ‘por muito tempo na história, ‘anônimo’ era uma mulher'”, destaca. Quando se trata de mulheres esquecidas pela organização do Nobel, Ana Vitória destaca o trabalho de Zilda Arns. “Como brasileira, defendo que ela merecia o prêmio. Seu trabalho com a Pastoral da Criança é reconhecido no mundo inteiro e, como médica sanitarista, ela parecia não poupar esforços para se deslocar a outra parte do mundo e colocar a própria vida em risco. Sua morte no terremoto do Haiti foi uma perda mundial”, afirma.
De acordo com a historiadora, outra mulher que não recebeu o Nobel da Paz, mas teve uma atuação relevante para a paz mundial, foi a queniana especialista em tecnologia, Juliana Rotich. “Ela desenvolveu um conjunto de plataformas com a finalidade de conectar diversos países africanos, difundindo informações sobre guerras e conflitos armados. No século 21, a comunicação é uma arma poderosa, tanto para a segurança das pessoas, quanto para a construção de medidas capazes de prevenir e erradicar a violência”, acrescenta Ana Vitória.
O Prêmio Nobel da Paz foi criado pelo inventor sueco, Alfred Nobel, no fim do século 19, sendo que a primeira premiação foi feita no ano de 1901, no início do século 20. As categorias originais eram física, química, fisiologia/medicina, literatura e paz. Desde então, o Nobel da Paz já foi concedido 97 vezes a indivíduos e organizações.
Os primeiros ganhadores do prêmio, em 1901, foram o suíço Jean Henry Dunant e o francês Frédéric Passy. Dunant foi o fundador do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Passy fundou a Sociedade Francesa de Arbitragem entre as Nações. De acordo com a historiadora, no caso de Henri Dunant, a Cruz Vermelha é, até os dias atuais, uma organização internacional atuante em zonas de conflitos, tendo participado das duas grandes guerras nundiais e outras guerras que marcaram a história.

Imagens de Conheça as homenageadas com o Nobel ...

Conheça as homenageadas com o Nobel da Paz:
1905 – Baronesa Bertha Sophie Felicita von Suttner (nome de solteira: Condessa Kinsky von Chinic und Tettau)
Escritora, pacifista e compositora, Bertha nasceu em Praga, no então império austro-húngaro, hoje conhecido como República Tcheca. Ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1905 como escritora e presidente honorária do Gabinete Internacional Permanente para a Paz.
Bertha era amiga de Alfred Nobel, depois de ter virado sua secretária em 1875 por um breve período. A baronesa dedicou a vida à luta pela a paz. Ela escreveu o livro Lay Down Your Arms (Abaixe Suas Armas), que influenciou Albert Nobel a criar um prêmio anual para honrar pessoas que se dedicassem a atingir a paz. Ela se tornou a primeira mulher a receber o prêmio.
De acordo com artigo publicado na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Bertha ajudou a organizar o primeiro Congresso Internacional de Paz, em Viena (1891), e fundou a Sociedade Austríaca dos Amigos da Paz. Foi eleita vice-presidente do Escritório Internacional da Paz, durante o 3º Congresso Mundial da Paz, em Roma, e fundou o jornal Die Waffen nieder! (1892), dedicado à paz.
Essa publicação foi substituída pelo jornal Friedenswarte (1899), para o qual continuaria fazendo contribuições até sua morte. Viúva em 1902, continuou a trabalhar pela paz mundial, viajou constantemente por vários países e se tornou a primeira mulher a receber o Prêmio Nobel da Paz em 1905. Morreu de câncer durante os preparativos do 23º Congresso Mundial da Pazantes, dois meses antes do começo da 1ª Guerra Mundial. De acordo com seu desejo, foi cremada em Gotha e suas cinzas espalhadas ao vento.
1931 – Jane Addams (em conjunto com Nicholas Murray Butler)
A segunda mulher a vencer o Prêmio Nobel da Paz fundou o Women’s International League for Peace and Freedom (Liga Internacional das Mulheres para a Paz e a Liberdade) em 1919. Jane Adams foi assistente social, filósofa, feminista, pacifista e reformadora estadunidense. De acordo com o site oficial do Nobel da Paz, ela lutou por muitos anos pela pacificação e o desarmamento das grandes potências mundiais.
Nos Estados Unidos (EUA), Jane Addams trabalhou para ajudar os pobres e acabar com o trabalho infantil. Em Chicago, administrou um centro que acolhia refugiados. Durante a 1ª Guerra Mundial, Jane tentou convencer o então presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson a mediar a paz entre os países, mas os americanos entraram na guerra. Por lutar contra isso, foi considerada perigosa para a segurança dos Estados Unidos.
A atuação de Jane Addams foi crucial para o acordo de paz assinado pela Alemanha em 1919. Ao fim de sua vida foi honrada pelo governo norte-americano por seus esforços pela paz.
1946 – Emily Greene Balch (em conjunto com John Raleigh Mott)
A próxima vencedora do Nobel da Paz veio somente 15 anos depois, quando Emily Greene Balch ganhou o prêmio por ter dedicado a vida ao desarmamento e à paz. Os EUA, no entanto, apesar do prêmio, continuaram tachando Emily de radical.
Formada em sociologia, Emily Balch estudou as condições de vida de trabalhadores, imigrantes, minorias e mulheres. Durante a 1ª Guerra Mundial, trabalhou com a vencedora do Nobel de 1931, Jane Addams, para persuadir líderes de nações neutras a intervir pela paz. Quando os norte-americanos entraram na guerra, foi declarada dissidente junto com Jane.
Em 1935, Emily Greene Balch se tornou líder da organização Women’s International League for Peace and Freedom (Liga Internacional das Mulheres para a Paz e a Liberdade). Lutou ainda contra o fascismo e criticou nações que não enfrentaram as políticas agressivas de Hitler e Mussolini.
1976 – Betty Williams e Mairead Corrigan
Em 1976, Betty Williams presenciou o assassinato de três crianças inocentes em Belfast. Após a tragédia, ela decidiu protestar contra o uso de violência entre católicos e protestantes na Irlanda. Ela se juntou à tia das crianças mortas, Mairead Corrigan.
Juntas, fundaram o Community of Peace People (Comunidade de Pessoas da Paz). Mesmo com o fim do movimento pela paz no Norte da Irlanda, Mairead Corrigan continuou trabalhando pela paz.
1979- Madre Teresa de Calcutá
A religiosa, cujo nome verdadeiro é Agnes Gonxha Bojaxhiu, nasceu em uma comunidade albanesa no Sul da antiga Iugoslávia. Ordenou-se freira na Índia, onde recebeu o nome de Teresa. Em 1946, decidiu abandonar o convento e viver para os pobres. Sua atuação como missionária em Calcutá, na Índia, lhe rendeu o Prêmio Nobel da Paz em 1979.
Madre Teresa de Calcutá morreu em setembro de 1997 – seis anos antes de ser beatificada pelo papa João Paulo II. Conhecida em vida como “a santa das sarjetas”, Madre Teresa foi transformada em santa pela Igreja Católica 19 anos após sua morte, quando o Papa Francisco a declarou santa em 2016.
Madre Teresa criou as Missionárias da Caridade (M.C.), uma congregação religiosa católica concebida com o objetivo de viver a caridade no dia a dia, assistir e auxiliar os mais desvalidos e pobres.
As Missionárias da Caridade tiveram origem em uma pequena congregação, que se transformou em uma rede que hoje conta com mais de 4 mil religiosas trabalhando em cerca de 700 casas, dedicadas a ajudar os mais desfavorecidos em mais de 130 países.
1982 – Alva Myrdal (em conjunto com Alfonso García Robles)
Myrdal ganhou o prêmio pelo trabalho em prol do desarmamento e do controle de armas. Representou o seu país em várias instituições, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e foi embaixadora da Suécia na Índia.
Em 1962, entrou no Parlamento da Suécia e foi enviada como delegada à Conferência sobre Desarmamento em Genebra, função que desempenhou até 1973. Recebeu o Prémio Nobel da Paz em 1982, juntamente com o diplomata mexicano Alfonso García Robles, pela defesa do desarmamento nuclear.
Era casada com Ginnar Myrdall, também Prêmio Nobel, mas da economia em 1974, com quem desenvolveu trabalhos relacionados com a segurança social. Escreveu obras pacifistas, como Dynamics of European Nuclear Disarmament (1965) e The Game of Disarmament (1965).
1991 – Aung San Suu Kyi
Filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia (Mianmar), ex-colônia britânica, que foi assassinado pouco antes da independência do país, Aung San Suu Kyi é uma política de oposição, vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1991, criadora e secretária-geral da Liga Nacional pela Democracia (LND) na Birmânia. Ganhou o Nobel “pela sua luta pacífica por democracia e direitos humanos”.
Inspirada por Mahatma Gandhi, ela se opôs a qualquer uso de violência e pediu que o governo militar entregasse o poder a um civil em seu país.
Durante a eleição geral de 1990, foi detida e colocada em prisão domiciliar, condição em que viveu por quase 15 dos 21 anos que decorreram desde o seu regresso à Birmânia, em 20 de julho de 1989, até sua libertação, depois de forte pressão internacional, em 13 de novembro de 2010.
1992 – Rigoberta Menchú Tum
Nascida na Guatemala, com origem indígena, Rigoberta Menchú Tum recebeu o Nobel da paz em 1992, “em reconhecimento pelo trabalho por justiça social e reconciliação étnico-cultural, baseada no respeito pelos direitos das pessoas indígenas”. Ela foi criada em um país marcado pela violência, e alguns membros de sua família foram mortos pelo Exército.
Rigoberta foi ainda embaixadora da Boa-Vontade da Unesco e vencedora do Prêmio Príncipe das Astúrias de Cooperação Internacional. Sua premiação coincidiu com o quinto centenário da chegada de Cristóvão Colombo à América e com a declaração de 1993 como Ano Internacional dos Povos Indígenas.
1997 – Jody Williams (em conjunto com a ICBL – International Campaign to Ban Landmines)
A americana Jody Williams foi premiada com o Nobel da Paz em 1997, dividido com a Campanha Internacional para a Eliminação de Minas (ICBL), pelo trabalho em defesa da proibição do uso de minas antipessoais e sua remoção. Quando ainda era estudante, nos anos 1980, envolveu-se com trabalho humanitário com vítimas da guerra em El Salvador. A partir de 1991, dedicou-se à luta contraminas terrestres, que representavam perigo constante para os civis.
2003 – Shirin Ebadi
Shirin Ebadi foi a primeira mulher a se tornar juíza no Irã. Após a revolução de Khomeini em 1979, ela foi demitida e abriu um escritório de advocacia para defender pessoas que estavam sendo perseguidas pelas autoridades. No ano 2000, foi presa por ter criticado a hierocracia do país. Shirin Ebadi assumiu a luta pelos direitos humanos fundamentais e, especialmente, pelos direitos das mulheres e das crianças.
Ela participou da criação de organizações que colocaram essas questões na agenda e escreveu livros propondo emendas às leis de sucessão e divórcio do Irã. Também queria retirar o poder político do clero e defender a separação entre religião e Estado.
Na escolha de Ebadi, o Comitê do Nobel manifestou o desejo de reduzir as tensões entre os mundos islâmico e ocidental após o ataque terrorista aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Ao mesmo tempo, o comitê desejou estender uma mão ao movimento de reforma iraniano.
2004 – Wangari Muta Maathai
A queniana Wangari Muta Maathai foi professora e ativista política do meio ambiente. Primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz, ela venceu “pela contribuição ao desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz”. Maathai fundou o Green Belt Movement, uma organização não governamental ambiental voltada à plantação de árvores, conservação ambiental, e direitos das mulheres.
Maathai foi eleita membro do Parlamento queniano e era ministra dos Recursos Ambientais e Naturais no governo do presidente Mwai Kibaki, de 2003 a 2005. Além disso, era conselheira honorária do World Future Council. Em 2011, Maathai morreu de câncer de ovário.
2011 – Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee e Tawakel Karman
O prêmio foi para as liberianas Ellen Johnson-Sirleaf, presidente do país africano, Leymah Gbowee, ativista pelos direitos das mulheres africanas, e a opositora iemenita Tawakel Karman. Após a decisão, o primeiro-ministro da Noruega declarou: “Este prêmio é uma homenagem a todas as mulheres do mundo e seu papel nos processos de paz e reconciliação”.
A economista formada em Harvard, Ellen Johnson-Sirleaf foi a primeira mulher a ser democraticamente eleita presidente da Libéria. Ela trabalhou para promover a paz, a reconciliação e o desenvolvimento econômico e social em seu país.
Leymah Gbowee trabalhou em prol de pessoas traumatizadas pela guerra civil, especialmente crianças que eram recrutadas como soldados. Ela liderou um movimento de mulheres pela paz que ajudou a acabar com a guerra civil na Libéria. No Iêmen, a jornalista Tawakel Karman liderou um grupo, por ela fundado, chamado “Mulheres Jornalistas Sem Correntes”. Lutou pela democracia e direitos humanos. Foi presa e teve sua vida ameaçada diversas vezes no país.
Elas foram premiadas “pela luta não violenta para a segurança das mulheres e o direito de participarem integralmente de trabalhos pela paz.
2014 – Malala Yousafzai (com Kailash Satyarthi)
A paquistanesa Malala Yousafzai dividiu o prêmio Nobel em 2014 com o ativista indiano Kailash Satyarthi. Os dois foram premiados “pela luta contra a opressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação”. Com 17 anos, Malala Yousafzai tornou-se a pessoa mais jovem a receber o prêmio. A jovem se tornou conhecida em 2012, após ser baleada na cabeça por talibãs ao sair da escola. O ataque ocorreu no dia 9 de outubro daquele ano.
Malala seguia em um ônibus escolar. Seu crime foi se destacar entre as mulheres e lutar pela educação das meninas e adolescentes no Paquistão. O país é dominado pelos talibãs, que são contra a educação das mulheres.
Em 2008, o líder talibã local determinou que todas as escolas interrompessem as aulas dadas às meninas por um mês. Na época, Malala tinha 11 anos. Seu pai, que era dono da escola onde ela estudava e sempre incentivou sua educação, pediu ajuda aos militares locais para continuar dando aulas às meninas. Mas a situação no país era de muita tensão.
Ao discursar na cerimônia, Malala prometeu lutar até que a última criança seja escolarizada. “Vou continuar essa luta até que eu veja todas as crianças na escola”.
2015 – Wided Bouchamaoui (Membro do Quarteto do Diálogo Nacional da Tunísia)
Wided Bouchamaoui foi a primeira mulher presidente da confederação tunisiana, Tunisian Confederation of Industry, Trade and Handicrafts (Utica).
Em 2013, Bouchamaoui, acompanhada dos chefes de mais três organizações da sociedade civil, formaram o Quarteto do Diálogo Nacional da Tunísia. A esperança do grupo era combater as crescentes tensões no país. Pelo trabalho desenvolvido, o júri do Nobel concedeu o prêmio às quatro organizações da sociedade civil que patrocinaram uma solução negociada para a aguda crise política que vivia a Tunísia em 2013 e ameaçava acabar com o processo de transição, iniciado após a primavera árabe em 2011.