sábado, 23 de julho de 2016

AMAMENTAÇÃO

ORGULHO DE AMAMENTAR SEU BEBÊ
MINHA (MARAVILHOSA) EXPERIÊNCIA DE AMAMENTAR
Vamos conversar sobre amamentação?
Eu sempre achei lindo o ato da mulher amamentar, mas não me recordo de ter parado para pensar nisso antes de ficar grávida. Logo no início da gravidez decidi que iria amamentar, queria muito e não via a hora disso acontecer.
Nem passava na minha cabeça o fato de não conseguir amamentar por algum motivo. Lembro de uma vez comentar com umas amigas que estava procurando bomba de extrair leite e elas disseram que eu estava me precipitando pois nem sabia se eu iria ter leite. Só aí que eu parei para pensar que poderia não rolar e confesso ter ficado um pouco chateada com esse balde de água fria (que não mudou em nada na minha decisão e na minha vontade louca de amamentar).
Alguns meses antes do parto comecei a passar pomada de lanolina (a que eu usava era a Lansinoh) e usar concha rígida para formar o bico do peito. No real, não acredito que isso tenha me ajudado em nada, porque quando o bicho pega, o bicho pega.
Comecei a ler artigos sobre amamentação, instruções, vídeos. Decidi que era muita informação e que na hora ia ser totalmente diferente e eu acabaria não usando nada daquilo que eu estava teimando em decorar. Então parei de ver os vídeos e ler tudo a respeito.
Semanas antes do parto eu comecei a me preocupar porque meu peito tinha inchado só no início da gravidez e depois nunca mais. Já era para eu ter leite, não? Não! Eu estava errada. Leite só depois do parto. Antes disso só colostro. Bom, aí eu tive o João e depois de 2h levaram ele para o quarto para mamar. Agora é só alegria.
João mamando pela primeira vez
Não, definitivamente, não. O que ninguém tem conta é que é difícil de uma certa maneira, amamentar. O bebê no início não acerta o bico do peito, não sabe o que fazer, berra de fome, mas não pega o peito. Aí ele se desespera e aí mesmo que ele não pega o peito. Nesse caso, você tem que pegar ele, acalmar e só depois tentar de novo. Sem contar que cada enfermeira que entra no quarto fala uma coisa, apertavam meu peito para ver se estava saindo alguma coisa, como se ele já não tivesse dolorido o suficiente.
Mas nada disso, me fez desistir, eu queria amamentar, eu queria muito ter essa experiência mais que tudo. Não sei de onde vinha essa vontade louca, mas eu simplesmente tinha. A médica tinha me dito que em até 3 dias o meu leite iria “descer”. Se não descesse nesse período ela passou um remédio que eu tinha que inalar, eu acho. Mas eu sabia também que se ele não descesse era porque provavelmente não iria mais descer.
Pois bem, chorei no hospital, no segundo dia, porque meu leite não tinha descido e eu achava que não conseguiria. O João aparentemente não gostava de mamar, ficava, no máximo, 5 minutos no peito e não queria mais. Mas eu queria tanto... Lá no hospital mesmo uma enfermeira me disse que parece que mamou pouco, que a quantidade de colostro é pouca, mas não é, porque o colostro é rico em calorias, o suficiente para manter o bebê nutrido e alimentado até o leite descer. A natureza é muito perfeita, meu Deus.
Enfim fomos para casa e exatamente como dito pela médica, no terceiro dia o leite desceu e desceu MUITO. Meu peito parecia uma bola de concreto, prestes a explodir, mal dava para fechar os braços de tão doloridos que estavam.
Teve um momento que o João demorou mais para acordar, o peito estava cheio e começou a encher mais. A primeira vez que eu sentia ele enchendo. Daí eu comecei a gritar, não de dor, mas de susto. Sei lá, achei que naquele momento ele fosse explodir, juro. Mas não dói nada quando ele enche, só é uma sensação diferente do que estamos acostumadas.
Comecei a tirar leite com a bombinha elétrica que eu tinha comprado da G-Tech. Tirei porque senão ele iria empedrar. Eu não esvaziava, só tirava a ponto de não sentir mais dor. – Ah, tirar leite nos primeiros dias dói muito (pelo menos na elétrica que foi a que eu usei), acho que é porque o peito está sensível, o bico ainda não está formado – E era muito leite que eu tirava, achava que eu era a vaca leiteira que nunca iria parar de jorrar leite.
Ah, logo nos primeiros dias, ao amamentar o útero contrai para voltar ao tamanho e posição de origem. É uma cólica tão forte que eu tinha que me agarrar em algo ou alguém. Mas depois de uns 2 minutos, passa. Ouvi falar, não sei se é verdade porque sou leiga, que a amamentação ajuda o útero a voltar mais rapidamente ao seu tamanho. Depois de uns dois, três dias, normalizou a produção de leite e eu passei a produzir só a quantidade que o João normalmente mamava. Daí não precisei mais tirar leite.
Em poucos dias também o João aprendeu a mamar. Eu aprendi que se ele dormisse mamando no início, eu tinha que fazer carinho na bochecha para incentivar ele. Porque no início eles têm um pouco de preguiça..., cansa um pouco para eles.
Eu amamentava ele de 3 em 3 horas. Não que se ele tivesse com fome, eu não amamentasse antes. Mas se ele chorasse dentro desse período, eu não dava o peito logo de cara. Eu via se ele não estava com frio, com calor, se estava com a fralda suja, se não era cólica, etc. Se não fosse nada disso, aí sim, eu dava mamar para ele. Porque nem sempre quando um bebê chora, é fome.
Ah, e sempre usando a pomada de lanolina (aquela que comentei aqui em cima) depois de cada mamada e e ela era maravilhosa, na próxima mamada meu peito já estava como novo, não rachou nenhuma vez (a única coisa que tive foi uma febrinha durante uma noite porque acho que meu bico do peito inflamou, mas de manhã eu já estava super bem).
Também usava a concha e o que ficava de leite na concha não era brincadeira. Porque enquanto você amamenta num seio, o outro fica jorrando leite. Não usava muito na rua porque costumava a vazar enquanto amamenta. Usava também o absorvente de seio da York (o melhor que eu encontrei, achei que fosse vagabundo, mas me surpreendi.
Os outros de marcas famosas eram desconfortáveis, me arranhavam), mas não usava direto porque ele meia que abafava e parecia que assava, não sei direito como explicar. Então eu alternava o uso da concha com o do absorvente, mas nunca sem nada porque o leite escorria pelo corpo, molhava a roupa e além da vergonha, dava um super nervoso.
Usei todos esses utensílios por, no máximo, 2 meses, que é quando o bico se acostuma com a amamentação e o fluxo de leite já não é tão grande a ponto de vazar. Algumas pessoas me falavam e eu lia para não amamentar vendo TV ou mexendo no celular que isso pode influenciar na produção de leite. Realmente acho lindo, mas quero ver falarem isso de madrugada, depois da 3 mamada.
NÃO DÁ! Você precisa de alguma coisa que te faça não fechar os olhos. No início eu via um canal de investigação policial, depois o canal só tinha episódios repetidos porque eu já tinha visto todos. Recorri à internet e no Instagram encontrei mamães acordadas na madruga, passando pela mesma coisa que eu. E isso foi muito legal (é muito legal saber que você não está só). Mas mesmo assim, eu dormi algumas vezes amamentando. Eu assumo, fui fraca. Já acordei com o João mamando meu umbigo, já acordei com o peito de fora e o João dormindo no meu colo. Mas eu me absolvo disso.
Ah, se não fosse a almofada de amamentação, não sei o que seria de mim e nem do João. Muita gente acha um item dispensável do enxoval, eu acho 10.0000000000000 vezes indispensável no enxoval e vou dizer: Primeiro porque as costas doem, você não tem posição confortável, tem que ficar segurando o bebê não sei quanto tempo na mesma posição e se não fosse ela, eu estaria ferrada.
Ela deixa o bebê na posição certinha de amamentar e depois que ele vai crescendo e ficando mais pesado, não precisa ficar segurando o peso todo do bebê já que ele está na almofada. Segundo porque se não fosse ela, todas as vezes que dormi durante a amamentação, provavelmente, o João teria caído. E também porque usei a almofada para deixar o João de bruços, estimulando-o a levantar o corpo com os braços. Usei para deixar o João sentado, estimulando-o a sentar. Usei até mesmo depois de parar de amamentar.
Nunca tive vergonha de amamentar em público e nunca fui repreendida por fazê-lo. Se fui, eu nem percebi, porque, de fato, não me importava com o que as pessoas estariam pensando, preferia imaginar todas elas achando lindo e realmente eu achava que todas estavam achando lindo. A única coisa que eu fazia era colocar um paninho entre meu seio e a boca do João porque também já achava muita exposição (da minha parte, não acho nada demais que não usa o paninho).
Quando o João ia completar 5 meses, levei na pediatra e disse que voltaria a trabalhar e ela me explicou que, mesmo que eu tirasse leite no trabalho, provavelmente meu leite secaria. Tive uma crise de choro. Não queria que meu leite secasse, não estava preparada para a separação desse elo. Porque, sim. Para mim, a amamentação é um elo, um cordão umbilical que não foi cortado. Meu filho dependia de mim para se alimentar, ele se alimentava de mim.
Eu amava vê-lo mamar, a mãozinha que ele apoiava no meu colo, quando ele me olhava mamando e, às vezes até sorria para mim. Ou até quando ele terminava de mamar, eu colocava ele para arrotar em pé no meu colo e ele dormia de sapinho em mim. Eu me sentia a mulher mais feliz, mais completa, mais tudo nesse mundo. E aí que eu tentei, fiz de tudo, mas com 5 meses e meio meu leite secou de vez. Não foi tão ruim quanto eu imagino, estava me preparando para esse momento.
Mas, agora com 7 meses, eu morro de saudade de amamentar. Sou ativista da amamentação. Mentira, não sou não. Cada mulher sabe de si. Mas se me pedir um conselho na vida, eu vou dizer para você amamentar. Ninguém tem conta essas coisas difíceis porque, na verdade, quando falamos de amamentação, não lembramos das coisas difíceis, só das coisas maravilhosas que ela traz. Foi difícil, foi. Mas foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida INTEIRA. Toda mulher merece passar um dia pela experiência de amamentar, nem que seja por uma vez na vida.
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Para falar comigo, meu e-mail é fernanda_carvalho@globo.com

ESCRAVA ISAURA

Quando é que o preconceito vai sair da língua Portuguesa pra sempre?
Funcionária de Subway é chamada de 'Escrava Isaura' por gerente - Geledés
Há dois meses trabalhando como operadora de caixa na filial do Subway, localizada no bairro de Madureira, no Rio, Rosilene Medeiros, de 30 anos, se viu obrigada a pedir demissão após ver que a gerente do estabelecimento publicou uma foto sua limpando o balcão do local com a seguinte legenda: “Protagonista da novela escrava Isaura (sic) ”. A jovem não suportou inúmeros comentários racistas da chefe, e preferiu ficar desempregada.
Por Samanta Vicentini, do Extra 
— Ela estava tirando várias fotos da loja neste dia e eu estava limpando o balcão. Vi que ela tirou a foto e pedi que ela não publicasse, afinal, eu estava de joelhos limpando a vitrine. E mesmo pedindo para não publicar, ela foi lá e colocou a foto e ainda escreveu isso — disse Rosilene.
‘Ela me humilhou’, diz ex-funcionária chamada de ‘Escrava Isaura’ por gerente em rede social
Dias depois do ocorrido, Rosilene ficou curiosa com as fotos e foi procurá-las através do perfil de uma amiga. Quando encontrou a publicação, passou mal.
— Minha filha de sete anos ficava me perguntando por que eu estava nervosa, por que eu me tremia e chorava tanto. Como vou explicar isso para uma criança dessa idade? — Ela desabafa.
Ainda chateada, a operadora de caixa foi confrontar a gerente sobre o registro e pediu para conversar sobre o ocorrido com o dono da loja, que alegou não ter visto ofensa e que a gerente do local estava elogiando Rosilene, porque a comparava com uma atriz.
— Eu falei para ele: “Você sabe que ela me chamou de escrava, não sabe? ” E ele insistiu que não, que ela tinha falado me comparando a uma atriz — conta.
Motivada pela sequência de acontecimentos, Rosilene decidiu pedir demissão e, orientada por um advogado, registrou um boletim de ocorrência na 29ª DP (Madureira) no dia 7 de junho.
Como estava em período de experiência, a operadora de caixa recebeu R$ 80 de rescisão e, desde então, não conseguiu se recolocar no mercado de trabalho. Ao EXTRA, Rosilene conta que está cuidando do sobrinho e distribuindo currículos, mas ainda não conseguiu uma nova oportunidade.
Ainda magoada com o ocorrido, Rosilene relembra um outro episódio em que a gerente fez comentários racistas.
— O curioso é que no meu primeiro dia de trabalho, ela (a gerente) fez uma reunião com o pessoal. Ela vestia um casaquinho com a estampa de três macaquinhos, aí começou a falar: “Aqui na loja tem dois macaquinhos, agora estou procurando o terceiro macaquinho”. Ela falava isso e ria. Uma dessas pessoas foi tirar satisfação, mas ela insiste que fala essas coisas brincando.
Para Rosilene, a gerente da loja tem certeza da impunidade e até debochou quando foi chamada à delegacia para depoimento.
— Ela voltou para a loja falando que não ia dar em nada, que era amiga da delegada. Ela teve todas as chances de se desculpar, ser humilde, mas ela me humilhou. Tentou sair por cima, dizer que eu implorei para ser mandada embora quando, na verdade, eu pedi demissão. Não ia suportar mais um dia lá — finaliza. Procurada pelo EXTRA, a gerente da loja não retornou as ligações.
Em nota, a Subway afirma que "não tolera qualquer tipo de racismo nos restaurantes da rede e o franqueado pede desculpas pelo mal-entendido. A rede afirma que vai reforçar o treinamento dos funcionários para evitar que fatos como este se repitam e lembra que sua equipe é orientada para agir de forma ética, cordial e respeitosa.
O franqueado responsável por esta loja tomou medidas imediatas para orientar a gerente. A rede aguarda o resultado da investigação da polícia, está colaborando com os órgãos públicos na solução do caso e adotará as medidas cabíveis".
Inquérito finalizado
A 29ª DP (Madureira) informou que o inquérito foi finalizado na tarde de ontem (21) pelo delegado Niandro Ferreira Lima, e a gerente da loja foi indiciada por injúria racial, de acordo com o artigo 140 e pode pegar de um a três anos de prisão, além de multa.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

BRAZILXBRASIL

BRAZIL DE ONTEM E O BRASIL DE HOJE. NÃO MUDA NADA, NÓS SOMOS TOTALMENTE CULPADOS
VEJA ESTE VÍDEO
Kelly Costa 
Uploaded By: É Bom Ser Do Bem
Length: 16:16
Carta aberta de um gringo ao Brasil, texto de "Mark Manson" na voz de "Bel Pesce". A visão dura de um estrangeiro sobre nosso país. Escute o que foi falado nessa carta sem ficar na defensiva. Realmente não precisamos concordar com tudo, mas com certeza esse texto (aqui convertido em vídeo) nos faz pensar bastante sobre nossos valores e costumes.... Junte-se a nós por um país melhor. É Bom Ser Do Bem.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A BOLHA

A bolha de filtros do Facebook está deixando você cada vez mais burro
ESCRITO POR FEDERICO NEJROTTI
1 July 2016 // 08:44 PM CET
Se você está lendo isso agora, considere-se sortudo.
O Facebook anunciou no começo desta semana que mudará o algoritmo que decide o que cada usuário vê em sua linha do tempo. No comunicado, o diretor de engenharia da empresa, Lars Barstrom, afirmou que, a partir de agora, você não perderá nada de seus amigos. Na prática, você deve ver cada vez mais conteúdo dos seus parças e migas e menos notícias, reportagens e afins.
As mudanças afetam um dos mais importantes valores das páginas de empresas e veículos na rede: o “alcance”. Tal índice mostra quantos usuários verão determinada postagem, ou seja, quantos usuários verão a atualização na linha do tempo.
Dado que hoje a maior parte dos adultos tem a rede de Zuckerberg como uma das principais fontes de informação – 62% dos americanos, de acordo com pesquisa recente da Pew Research – os efeitos podem ser, digamos, muito limitadores.
A condição criada por meio dessa política muitas vezes é chamada de “bolha de filtros”. Baseia-se na ideia de que redes sociais que usam algoritmos para definir as atualizações mais importantes aos usuários tendem a fornecer gradualmente conteúdo que se alinhe aos interesses e opiniões dos mesmos. A pessoa fica isolada em sua ilha de preferências.
Tomemos como exemplo a explosão midiática em torno do Brexit, o referendo realizado no Reino Unido para determinar sua saída da União Europeia: um usuário a favor do “Fico” no Facebook explicou quão complicado foi para ele encontrar postagens dos opositores já que, no dia em que o “Deixo” ganhou, buscou por postagens celebrando a vitória e surgiram poucos resultados.
O Facebook está se tornando uma câmara de eco que nos previne de sermos confrontados por opiniões com as quais não concordamos
O problema não era só na sua linha do tempo. Ele também usou a busca do Facebook e não teve sucesso. Não é que não houvesse postagem sobre a grande vitória do Deixo, mas sim que o Facebook, ao identificá-lo como eleitor do Fico, não permitia que ele as visualizasse.
O Facebook tem interesse dobrado nessa questão: por um lado, a empresa precisa poder cobrar quem cria conteúdo e quer mais exposição – veículos jornalísticos, caso o leitor não saiba, pagam para aparecer mais nas linhas do tempo das pessoas. Do outro, precisa aumentar o número de interações de usuários na rede social. Quanto mais gente na própria bolha, melhor.
A prática afeta o conteúdo publicado por páginas públicas, claro. Os donos delas têm cada vez mais dificuldade em chegar aos usuários que as curtiram, e as únicas soluções são pagar ao Facebook para impulsionar suas postagens ou criar conteúdo feito para ser compartilhado. “Se muito do seu tráfego é resultado de pessoas compartilhando seu conteúdo e os amigos destas curtindo e comentando, haverá um impacto menor se a maior parte de seu tráfego vem diretamente de postagens na página”, explicou Backstrom durante o anúncio.
Como o Facebook decide que postagens mostrar aos usuários. Crédito: TechCrunch
CONSCIENTIZAÇÃO
Isso tudo não diz respeito apenas ao gargalo midiático. O público dentro da bolha se verá cada vez mais fechado dentro de uma esfera de informações diminuta e separado de quem não pensa como ele.
O Facebook afirma que seu novo algoritmo enfatizará postagens “informativas”. Você consegue imaginar uma banca de jornais com estes filtros? Se você é de esquerda, nada de publicações de direita para você. Está do lado do Trump? Há boas chances de que sua fonte de informação favorita nunca informe de nada sobre Bernie Sanders – a não ser que o destrua. O mesmo vale para fãs de Bolsonaro e fãs do PSTU. As notícias vão de acordo com o gosto do freguês.
De certa forma, talvez devamos encarar as redes sociais como verdadeiros serviços sociais, um bem público – não somente um produto divertido criado por alguma empresa. O escândalo recente sobre a seção de “Tendências” no Facebook, mais influenciada por curadoria humana do que a empresa transparecia, mostrou que as pessoas estão começando a pensar nas maneiras como as notícias chegam até elas.
Ainda estamos brigando com todas as implicações de um público que se informa por meio das redes sociais. O fato é que, por ser algo novo, falta muito para compreendermos tudo isso. Mas, antes de tudo, é bom lembrarmos que a tal bolha existe – e ela só piora.
Tradução: Thiago “Índio” Silva
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Bilionário do Vale do Silício quer que todo mundo tenha um corpinho robótico
ESCRITO POR MARK MANN
30 June 2016 // 09:27 PM CET

domingo, 19 de junho de 2016

BRASIL SEM LEI

SÓ EXISTE LEI PARA O POBRE - BRASIL SEM LEI, TERRA DE NINGUÉM

Sete anos depois, jornalista que foi exposta por ex como prostituta na web ainda tenta se recuperar

O Monstro (homem), foi condenado a quase dois anos de prisão e indenização de R$ 30 Mil reais 
A jornalista Rose Leonel teve a vida destruída depois que o monstro do ex-namorado publicou fotos íntimas dela na internet. Eles estavam juntos havia quatro anos e a vingança aconteceu quando ela decidiu terminar o relacionamento. O caso ocorreu em janeiro de 2006 e Eduardo Gonçalves da Silva foi condenado a um ano e 11 meses de prisão, além de R$ 30 mil de indenização. Dinheiro que Rose nunca recebeu e uma pena que ela considera irrisória.   
— Era uma fantasia dele fotografar e filmar nossas relações. Depois de dois anos, acabei cedendo. Eu não sabia, mas dormia com o inimigo. Foi um assassinato e me considero sobrevivente de tudo isso. Todos os dias essas fotos ressurgem e preciso criar forças para tocar a vida.   
A repercussão foi tanta, que Rose contratou um perito particular para ajudar a remover parte do material. Segundo o perito Wanderson Castilho, eram mais de sete milhões de sites com fotos da jornalista. O homem a anunciava como garota de programa e colocava os telefones pessoais dela para contato. Rose recebia mais de 500 ligações por dia de homens interessados nas divulgações. 
Texto e entrevista: Sylvia Albuquerque, do R7
VEJAM ESTES VÍDEOS
MULHERES ESPANCADAS 
A cada 2 a 3 minutos, uma mulher é agredida, espancada violentamente no Brasil; crianças e adolescentes são as principais vítimas de violência sexual
Créditos: Cíntia Barenho | Marcha Contra Mídia Machista em Porto AlegreYuri Kiddo, do Promenino com Cidade Escola Aprendiz
Até o final da leitura deste texto, uma pessoa do sexo feminino sofrerá algum tipo de violência. Isso porque a cada cinco minutos uma mulher é agredida no Brasil, de acordo com o “Mapa da Violência 2012 – Homicídio de Mulheres”. O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, lembrado hoje, em 25 de novembro, demonstra-se extremamente importante para reflexão e mobilização no 7º país com a maior taxa de homicídio de mulheres, segundo o mesmo mapa.
Em pesquisa da ONG Articulação Feminista Marcosur (AFM), o Brasil ocupa a 15ª posição de uma lista de 16 países, no índice que mede a igualdade de gênero entre mulheres e homens na América Latina e Caribe, à frente apenas da Guatemala.
Os dados brasileiros são assustadores. A cada duas horas uma mulher é vítima de homicídio, contabilizando 372 mulheres mortas por mês. Os índices foram levantados pelo Instituto Avante Brasil (IAB) a partir de dados do DataSUS, do Ministério da Saúde; e revelam um retrocesso, se comparado à década de 1980, por exemplo, quando uma mulher era assassinada a cada seis horas, totalizando 113 por mês.
Desde o nascimento, as mulheres são as principais vítimas de violência em todas as faixas etárias. Para crianças e adolescentes com até 19 anos, a violência física é predominante, seguida da violência sexual, totalizando mais da metade dos atendimentos realizados na rede pública de saúde, em 2011. O terceiro tipo de violência mais recorrente é a psicológica. O levantamento revela que a maior parte das vítimas de violência sexual tinha menos de 20 anos. Além disso, a maior parte das agressões ocorrem na própria residência, lugar que deveria ser chamado de lar.   
Carinho do pai
Beatriz tem 13 anos e é filha única de um casal muito religioso. Sem nunca ter um namorado ou qualquer outro tipo de contato social que não fosse o da igreja, a garota engravida. Beatriz não sai sozinha nem para ir à escola, já que estuda em casa, sendo seu pai o professor.
Depois de algumas sessões no Posto de Saúde de seu bairro, a garota, sempre calada e retraída, vai um dia sem a mãe e, com muita dificuldade, chora ao falar sobre o pai que, “mesmo carinhoso, não gostava de ser contrariado”. Demonstrando medo e em meio a lágrimas, Beatriz relata que seu pai já tinha lhe ensinado “como fazer filhos” e, sobre os “carinhos” a que ele a submetia. Chantagens e ameaças a obrigavam optar pelo silêncio.
Ao ser notificada sobre a situação de incesto e abuso sexual, a mãe de Beatriz chora e desabafa sem saber o que fazer, pois seu marido é um homem autoritário e violento em certos momentos e que já ameaçou até matá-la em outra ocasião em que foi contrariado. A assistência social informou que medidas legais e de proteção deveriam ser tomadas, a orientaram procurar a Delegacia da Mulher e sugeriram o abortamento legal, já que a menina não queria ter o filho. Em apenas um caso, relatado no documento “Mulher Adolescente/Jovem em Situação de Violência”, da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), é possível identificar diversas violações de direitos em uma pessoa com apenas 13 anos.
Historicamente o abuso sexual é a violação mais recorrente e o trabalho infantil doméstico a mais evidente. “Há a forte presença de meninas de 5 a 14 anos em casa de tios, outros parentes e de terceiros. Esse comportamento vem de uma lógica escravocrata, a herança patriarcal ainda coloca o homem no centro do poder, que não enxerga a mulher como ser de direito”, afirma a advogada e assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), Luana Natielle. “Muitas vezes a menina internaliza que ela é culpada pela violência, tornando natural sua condição”.
Para ela, a maioria das crianças que cresceram em espaços de violência refletem isso na vida adulta. “Os agressores de hoje geralmente são os que sofreram algum tipo de violência. As crianças que vivem nesse espaço têm menor desenvolvimento acadêmico, mais dificuldade em se relacionar e se tornam mais violentas”.
Cultura do machismo
As relações desiguais entre homens e mulheres e a construção social do gênero feminino como inferior ao masculino sustentam a violência contra as mulheres. “Essa violência ocorre em função das raízes históricas, culturais e econômicas, de dominação de gênero e de classe, que se mantêm pela reprodução da cultura do machismo e pela questão da sobrevivência e do consumo”, avalia a secretária executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo.
Questões de agressão contra mulher e desigualdade de gênero são geracionais e ainda latentes, sendo a violência física e simbólica. “Mesmo com uma mulher presidente, ainda chegamos no mercado de trabalho em condições desiguais, os salários continuam os menores para os mesmos cargos, há discriminação”, aponta a assessora do CFEMEA.
Luana acredita que houve avanço em relação aos direitos para a mulher e igualdade de gênero nos últimos 50 anos, mas que, apesar de termos leis de proteção especial, o número de agressões cometidas pelos companheiros não diminuiu nos últimos sete anos, desde a criação da Lei Maria da Penha.
“A cultura brasileira é marcada pelo machismo que determina espaços e comportamentos para mulher. O empoderamento da mulher incomoda o homem porque ele não aceita a retomada do sexo feminino no espaço público, com o domínio e liberdade do próprio corpo e vida. Então ele agride e mata”.
Estado inerte
Apesar da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) oferecerem proteções específicas para crianças e adolescentes meninas, Luana Natielle revela que a estrutura de atendimento existente não supre a demanda. “O Brasil aumentou o orçamento destinado às mulheres, mas esse dinheiro não chega na base do atendimento, porque aumentou também a violência. Então tem algo errado”. Como solução, ela sugere mais políticas públicas e campanhas que promovam o empoderamento dessas mulheres, e que dialoguem com homens também.
Outro ponto destacado pela assessora técnica do CFEMEA é o papel da indústria e da mídia que reproduz e fortalece os estereótipos da mulher como submissa e inferior. “Os programas de TV, desenhos, novelas e as propagandas reforçam a visão da mulher nos afazeres do lar, os brinquedos de meninas são direcionados para cuidar da casinha ou do bebê. É preciso um quadro muito forte de mudança que ensine o respeito e a igualdade”.
Para que essa mudança aconteça, Luana aposta na reeducação da sociedade. “É necessário disciplinas nas escolas que discutam questões de gênero e de direitos das mulheres e minorias. Mas enquanto o Estado for inerte, as mulheres vão continuar sendo agredidas e mortas”.  
O conteúdo jornalístico do site pode ser reproduzido, desde que seja dado o crédito ao Promenino Fundação Telefônica.
Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.
Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica. “Os dados mostram que a violência contra a mulher não é um problema privado, de casal. É social e exige políticas públicas”, diz Gustavo Venturi, professor da USP e supervisor da pesquisa.
Para chegar à estimativa de mais de duas mulheres agredidas por minuto, os pesquisadores partiram da amostra para fazer uma projeção nacional. Concluíram que 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões – 1,3 milhão nos 12 meses que antecederam a pesquisa.
A pequena diminuição do número de mulheres agredidas entre 2001 e 2010 pode ser atribuída, em parte, à Lei Maria da Penha. “A lei é uma expressão da crescente consciência do problema da violência contra as mulheres”, afirma Venturi.
Entre os pesquisados, 85% conhecem a lei e 80% aprovam a nova legislação. Mesmo entre os 11% que a criticam, a principal ressalva é ao fato de que a lei é insuficiente.
O estudo traz também dados inéditos sobre o que os homens pensam sobre a violência contra as mulheres. Enquanto 8% admitem já ter batido em uma mulher, 48% dizem ter um amigo ou conhecido que fizeram o mesmo e 25% têm parentes que agridem as companheiras. “Dá para deduzir que o número de homens que admitem agredir está subestimado. Afinal, metade conhece alguém que bate”, avalia Venturi.
Ainda assim, surpreende que 2% dos homens declarem que “tem mulher que só aprende apanhando bastante”. Além disso, entre os 8% que assumem praticar a violência, 14% acreditam ter “agido bem” e 15% declaram que bateriam de novo, o que indica um padrão de comportamento, não uma exceção.
Respostas sobre agressões sofridas ainda na infância reforçam a ideia de que a violência pode fazer parte de uma cultura familiar. “Pais que levaram surras quando crianças tendem a bater mais em seus filhos”, explica Venturi. No total, 78% das mulheres e 57% dos homens que apanharam na infância acreditam que dar tapas nos filhos de vez em quando é necessário. Entre as mulheres que não apanharam, 53% acham razoável dar tapas de vez em quando. 
“A cada 2 a 3 minutos, 5 mulheres são espancadas! São 3.600 por dia! 108.000 por mês! 1.300.000 por ano!!!” E os números aumentam.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

SOBREVIVÊNCIA

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Seja doador da 
POUCOS CUMPREM, POUCOS FAZEM
VAMOS FAZER O BEM SEM OLHAR A QUÉM E SEM ESPERAR NADA, SÓ AGRADECER