quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O QUE AS MULHERES+GOSTA NO HOMEM?

As qualidades que as Mulheres mais gostam em um Homem, quando as suas atitudes, transforma este homem em um cavalheiro, adquirindo hábitos desde da infância.
Em relação às qualidades do homem, as mulheres são críticas, por isso saiba quais são as qualidades que as mulheres em geral mais gostam. Atualmente, há uma grande incidência de relacionamentos que não dão certo pela incompatibilidade da personalidade do casal no dia-a-dia.
O maior problema está nas qualidades (ou na falta) delas. Quando falamos em relacionamentos sérios e duradouros, na maioria das vezes os homens buscam encontrar mulheres que possuam todas ou quase todas as qualidades que procuram para que o relacionamento possa dar certo e duradouro.
Em contrapartida, mulheres também buscam qualidades em um homem, que muitas vezes não são encontradas com facilidade. Saiba aqui, quais as qualidades que as mulheres mais gostam em um homem.
Exemplo: Qualidades que um homem deve ter
Embora a maioria das mulheres busquem pelo homem perfeito, ou seu Príncipe Encantado, sabemos que ele não existe, porém existem muitas qualidades que podemos observar em alguém, tornando essa pessoa ideal para nós, pessoas com as quais temos afinidades e dividimos muitas vezes o mesmo gosto, mas é preciso ter em mente que diferenças, indiferenças, manias, defeitos sempre existirão, faz parte da vida, simples e ignorantes, deste do princípio que o mundo é mundo e é a causa primária, sabe disso? Inicialmente algumas qualidades podem chamar a atenção das mulheres, fazendo o homem se destacar dos demais, vejamos.
Romantismo
Nada como um jantar à luz de velas, um buquê de flores inesperado, uma música romântica ou um pedido de namoro todo especial. Dentre todas as qualidades de um homem que as mulheres mais gostam, o romantismo e o cavalheirismo é a mais preferida. Um homem romântico, cavalheiro, demonstra-se mais sensível e compreensível aos olhos das mulheres, o que pode fazer com que um romance se inicie apenas pelo homem apresentar estas qualidades.
Charme
Um homem charmoso, não precisa ter uma beleza mais ou menos, mas pode enlouquecer as mulheres e torná-las apaixonadas imediatamente por ele. Um olhar, uma roupa, um modo de se comportar e o modo de andar, como se estivessem nas passarelas da moda, falar, são muito importantes para caracterizar estas qualidades do homem, um homem charmoso sabe envolver a mulher. Vale ressaltar também, que um homem charmoso, sedutor é diferente de um homem galanteador, pois o sedutor charmoso procura usar as suas qualidades para conquistar apenas uma mulher, enquanto o galanteador usa suas qualidades para conquistar inúmeras mulheres.
Simpatia
A simpatia também é uma das qualidades mais importantes e de que as mulheres mais gostam em um homem. Saber levar a conversa, ter assuntos interessantes e acima de tudo ser simpático, com um sorriso leve e bonito, pode conquistar muitas mulheres. Afinal, de que adianta uma aparência bonita se não há simpatia?
Esta é uma das qualidades mais importantes para o começo de um relacionamento, pois o primeiro passo para um namoro é a conversa e a simpatia abre portas.
Beleza
Há quem diga que não é essencial, mas a beleza pode ser fundamental na hora da paquera para algumas mulheres. Embora a beleza física seja algo importante para algumas mulheres, à beleza interior é muito mais importante e pode contar muito para o início de um relacionamento. Gentileza, humildade, simplicidade e bom humor podem ser qualidades que as mulheres mais gostam e certamente são qualidades que tornam qualquer homem muito mais bonito.
As maiores qualidades de um homem
Algumas qualidades são crucias em um homem, por isso antes entrar de cabeça em uma história de amor, observe se o seu candidato possui algumas dessas qualidades essenciais e que todo homem deveria ter.
Firmeza
Uma das qualidades que as mulheres mais apreciam em um homem é sua firmeza nas decisões, pois convenhamos que conviver com uma pessoa que muda de opinião a todo o momento, em relação a tudo na vida não é nada agradável.
Caráter
O caráter não é nem questão de qualidade é atributo essencial, pois se o homem não for verdadeiro, honesto e sincero, não há relacionamento que sobreviva. Qualquer tipo de relacionamento necessita de qualidades morais para dar certo e o caráter é o que mantém e sustenta um relacionamento, pessoas de caráter costumam levar muito a sério seus compromissos, sendo essa a melhor qualidade de um homem.
Maturidade
A maturidade torna o homem muito interessante, pois não há nada pior para uma mulher que um homem imaturo, infantil e descompromissado. Mulheres buscam homens fortes e maduros que sejam capazes de resolver seus próprios problemas e que não tenham medo de compromissos, maturidade não tem a ver com idade cronológica, mas sim com idade moral. Homens maduros sabem valorizar uma mulher, por isso a maturidade é uma das qualidades essenciais em um homem.
Além das qualidades comuns de que as mulheres mais gostam em um homem, a personalidade original e a atitude podem definir totalmente o início de um romance ou não. É importante sempre ser você mesmo e nunca mudar a personalidade e suas qualidades para agradar ninguém. Também no cavalheirismo é quando o mesmo demonstra gentiliza, cortesia e muita civilidade com uma mulher ou demais indivíduos.
Está cada vez mais difícil encontrar homens cavalheiros que saibam dar valor a uma mulher do jeito que ela realmente precisa, porém em partes a culpa disso também é das mulheres, pois cada dia que passa lutamos pela igualdade e a com isso algumas atitudes cavalheirescas são consideradas um ato desrespeito pela igualdade entre os sexos.
Ser cavaleiro não é tratar as mulheres como um ser frágil e desprotegido, mas sim mostrar para elas a sua admiração e preocupação para que o primeiro encontro não seja o último. Veja aqui as dez atitudes que farão dos homens um cavalheiro:
Quando estiverem andando pelas ruas da cidade lembre-se que o homem sempre deve ficar do lado da rua; Ao subir para as escadas rolantes o homem deve dar passagem para que a mulher suba por primeiro, mas quando as escadas rolantes forem descer quem fica na frente são os homens;
Toda vez que vocês forem a algum lugar e tiver que se sentarem lembre-se que quem se senta primeiro são elas, mas é claro que os homens não podem dar muito na cara; Um bom cavalheiro deve abrir as portas do carro e contorne atrás do carro para voltar ao seu lugar.
No caso de ir buscá-la para sair não se esqueça de esperá-la fora do carro, independente do carro; Não se esqueça de segurar a porta para ela entrar e também não se esqueça de fechar a porta logo após que ela entrou e se acomodou; Se estiver aquele frio de matar gato e como toda mulher sempre se esqueça de levar blusa de frio que tal dar o seu casaco para ela se esquentar? Por mais que passe frio, pois depois ela irá devolver mais o legal é que ela se sentirá a princesa das princesas e que tem o homem mais romântico do mundo ao seu lado.
Jamais deixe as mulheres pagar as contas nos restaurantes, quando estiver com você, por mais que estejamos vivendo em um mundo onde as mulheres estão ficando cada vez mais independente. Se não tiver dinheiro, não a convide para sair; Se vocês resolveram sair e o tempo não ajudou e começou a chover, quem tem que segurar o guarda-chuva é sempre o homem e é este que também deve se molhar; E por último se a mulher com quem está saindo fuma quem tem que acender o cigarro para ela também são os homens.

AMANTES VIRTUAIS

Amantes virtuais
Os relacionamentos virtuais já se institucionalizaram no mundo interligado por computadores. E se para os solteiros, a Internet é um Santo Antônio casamenteiro pós-moderno e, diga-se de passagem, prático e objetivo, para os casados ela se transformou numa tentação cada vez mais acessível. Escondidos no limbo entre o mundo real e o virtual e camuflados pela falta de contato físico, os amantes virtuais tornam a possibilidade de dar algumas escapadinhas mais próxima da realidade e um pouco mais distante da culpa. Mesmo que para quem esteja do lado oposto da tela, com os olhos distantes do que acontece nas salas de bate-papo, as coisas não sejam tão simples assim, conforme, nós imaginamos.
Para a aprendiz Jornalista Washington lima, não existem fronteiras entre o mundo virtual e o real. "Não dá para separar o que acontece num chat, do mundo aqui fora. Quem está ali é alguém de verdade ou, no mínimo, uma ideia de verdade", acredita. "Um amigo meu tinha tido um sonho erótico comigo e resolveu me contar pelo ICQ.
Por mais que eu não estivesse incentivando a coisa, eu também não estava fazendo nada para ele parar. De acordo, com as diversas Enquetes formuladas, foi a minha pessoa quem pediu pra ele contar, porque nessas horas a curiosidade é forte", lembra. No entanto, ela garante que se encontrasse uma conversa desse tipo no computador do namorado, não conseguiria segurar os cachorros e os bichos. "Me sentiria traída de uma certa maneira. Entrei na paranoia dele, descobrir algumas coisas, e até cortei um pouco o contato com esse meu amigo. Sei que seria um problema sério", confessa.
A história do empresário famoso, contado por muitos, nas Redes Sociais, Ricardo Moreira, entretanto, colocou à prova a existência dessas fronteiras. Casado, ele caiu na rede por acaso realizando um trabalho para um portal de chats e acabou se envolvendo com uma frequentadora, também casada. "Quando entrei na sala, reparei que era só baixaria, mas numa hora, apareceu uma mulher, na mesma faixa etária que eu, com uma conversa muito interessante e o papo foi fluindo, cada vez mais e mais", lembra. Fluindo e também esquentando.
Até que chegou a proposta. "Ela perguntou se eu queria fazer sexo virtual e, por curiosidade, topei. Lembrei de uma transa legal que eu tinha tido, fui contando e ela ficou excitadíssima", conta. No dia seguinte, os dois estavam lá novamente. "Foi aí que começou o envolvimento. Fizemos sexo virtual novamente e passamos para o Messenger. O contato ficou mais íntimo e passamos também a trocar e-mails", recorda.
Debaixo dessa calorosa troca de bytes, o relacionamento dos dois ia tomando contornos exclusivamente virtuais. Ambos não disseram seus nomes verdadeiros e não trocaram qualquer informação sobre suas vidas particulares. "Sabíamos pouquíssimo um sobre o outro. Não mandamos nem nossas fotos, gostava mais de imaginá-la, não queria saber como ela era de fato", confessa. O que impressiona no caso de Ricardo é o nível de envolvimento que essa história de atração despertou nos dois. "Chegamos ao ponto de fazer sexo virtual – com excitação real – enquanto eu estava no escritório ou enquanto minha mulher dormia na cama ao lado. Ela até comprou um vibrador só pra isso", afirma.
No entanto, Ricardo garante que não tinha a intenção de levar o relacionamento para a vida real. "Tenho um casamento muito bom, estava ali pela novidade da experiência. Consegui impor para mim um limite que me deu o domínio da situação, não tinha vontade de encontrá-la ao vivo. Já ela se sentia atraída por isso, queria me ver e, com os e-mails que trocamos, senti que ela era uma pessoa muito carente", comenta. Ricardo foi se distanciando e o encanto se quebrou, finalmente, quando ela mandou uma foto. "Era completamente diferente do que eu imaginava e toda aquela magia de fantasiá-la, que era o que me excitava, se perdeu", revela.
A psicóloga e professora da Universidade Federal do Paraná Lídia Weber acredita que, na maioria das vezes, as relações na Internet têm um fim em si mesmas. "Durante uma pesquisa minha sobre o assunto, percebi que as pessoas querem mesmo é ter relações virtuais. Recebi até uma proposta de um senhor holandês, de bom nível cultural, para ser sua amante virtual.
A única condição que ele impôs era de que nós nunca nos encontrássemos. Ele era casado, tinha filhos", conta. Segundo ela, o número de pessoas casadas que praticam o Cybersex (Novo termo que tem sido adotado para expressar o ato sexual em um ambiente on-line) e o utilizam como um aditivo para a vida sexual real vem crescendo. "Há até quem entre no chat com o próprio parceiro. Mas, em geral, os homens preferem não contar para suas esposas.
Para eles, é uma traição virtual. Já a maioria das mulheres diz que não gosta, mas se elas não fizessem mesmo o sexo virtual, os homens não teriam com quem fazer", comenta Lídia. E os motivos que fazem tanto eles quanto elas entrarem nesse jogo são os mais diversos. "Vão de insatisfação com o atual relacionamento até a aventura de representar um papel.
Muitos mudam de sexo, de aparência física, de temperamento", afirma o Juiz de Direito Alexandre Rosa, autor do livro "Amante Virtual – (In) consequências no Direito de Família e Penal." Para ele, o relacionamento virtual que começa em chats ou em sites especializados se divide em etapas. A partir do primeiro contato, quando se descobre interesses em comum, começam as trocas de informações pessoais. "Como num namoro, o jogo de sedução, de impressionada-mente e surpresas acontece com um detalhe muito importante:
o 'eu' pode desaparecer a qualquer momento. Em suma, nesta fase, busca-se conhecer o outro, com as limitações próprias, demonstrando-se aquilo que se é ou se quer ser. Quem não pretende um contato físico, permanece nesse estágio. Passa-se a ter um amor platônico, uma ilusão gostosa", comenta Alexandre. É aí que entra uma das principais vantagens da relação virtual: conhecer o outro – ou aquilo que ele se faz ser – de dentro para fora. "Na maioria dos casos, não é a aparência física a primeira coisa que se julga.
A troca de fotos, se acontece, ocorre depois de um primeiro contato verbal", acrescenta Lídia. Assim, evitar um contato físico é uma ótima maneira de satisfazer os próprios desejos apenas com a imaginação. No entanto, a principal questão moral que gira em torno do assunto é a da traição. Será que fazer sexo virtual com alguém pode ser considerado um adultério? "Penso que sim, quando existe um certo envolvimento com quem está do outro lado", acredita Lígia.
"Imagine que uma mulher ou uma jovem mulher está na sala vendo TV e ouve seu marido gemendo e masturbando-se no escritório enquanto 'fala' com uma mulher do outro lado do mundo? O que ela sentiria?", questiona. Ricardo Moreira, confessa que quase entrou em parafuso, queimando neurônios em conflitos pessoais nem um pouco virtuais. "Pensei bastante nisso, mas acredito que não traí. Principalmente porque impus um limite de que aquilo não iria sair da tela do computador", afirma ele com todas as letras.
No caso dele, o próprio casamento saiu lucrando com suas aventuras entre cliques e tecladas. "Canalizei o que estava vivendo no relacionamento cibernético para a vida real e sentia até mesmo mais desejo pela minha mulher. Mas acho que se a foto da amante virtual correspondesse às minhas fantasias, não ia conseguir segurar a onda tão bem", confessa.
 Segundo o juiz Alexandre, uma traição virtual pode ser considerada motivo para o divórcio. "Existem duas percepções sobre a separação. Numa, é preciso um motivo e, no caso da amante cibernética, há o problema da prova ilegal. Na outra, no entanto, se um se sente desrespeitado e não quer mais viver com o outro, ninguém pode obrigá-los a viverem juntos", informa. Outro risco pessoal que se corre nos relacionamentos virtuais é o da chamada cyber- dependência. Principalmente se eles se tornarem uma fuga frequente. "Basta fantasiar, clicar um botão e obter o que se deseja.
Essa intensidade da Internet, associada ao anonimato e à falta de censura – tudo é permitido, os tabus são eliminados e é possível experimentar tudo – faz com que uma simples curiosidade possa se transformar em dependência", garante Lídia. Ela acrescenta ainda que, por mais que o relacionamento virtual possa contribuir para a realidade, o perigo de isolamento, como acontece em qualquer situação de vício e dependência, é iminente. Portanto, o melhor a fazer é evitar soluções virtuais para não se perder do mundo real.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A inteligência artificial nos torna mais humanos
Único sul-americano a integrar o corpo docente da Singularity University, a inovadora escola criada em parceria pela NASA e o Google, o porto-alegrense Tiago Mattos, de 37 anos, é também responsável pelo curso de Futurismo do Programa de Inovação Transdisciplinar da Universidade Hebraica de Jerusalém, onde os alunos aprendem com nada menos que 14 vencedores do Prêmio Nobel.
Ele é também o idealizador e um dos palestrantes do Friends of Tomorrow, conferência que trará ao Brasil em 5 de agosto uma dezena de autoridades em tecnologias emergentes — caso da astronauta Yvonne Cagle e de Edgard Morya, diretor de pesquisa do Instituto Internacional de Neurociência. Na entrevista a seguir, Tiago afirma que a inteligência artificial já supera a humana em alguns aspectos, analisa os impactos da automação do trabalho e diz que o mundo será melhor se usarmos a tecnologia para criar empatia.
A inteligência artificial já supera a humana?
Eu não tenho nenhuma dúvida de que a inteligência artificial irá ultrapassar a humana completamente. Mas isso não ocorrerá tão cedo. O que temos até o momento são alguns ambientes em que ela entrega resultados de forma mais rápida e mais efetiva que nosso cérebro orgânico.
Por exemplo…
Os veículos autônomos. Eles já contam com algoritmos que permitem aprender a partir das influências externas do trajeto tendo como principal ferramenta a visão computacional, pela qual o computador enxerga o mundo exterior e toma decisões sobre a condução do automóvel. Esses sistemas dirigem melhor que os seres humanos, conseguem prever e evitar colisões antes que elas ocorram. Outro exemplo: atendimento de telemarketing.
É uma atividade intelectual criativa, que se dá a partir de um roteiro, o que nada mais é do que uma “árvore de decisão”. Para fazer isso existem os chatbots (programas de atendimento virtual que simulam as reações de uma pessoa durante uma conversa). A partir da computação cognitiva, esses programas conseguem indicar as soluções de forma mais rápida e melhor que um ser humano. Eu poderia citar outros exemplos, mas de forma alguma eles permitem afirmar que a inteligência artificial, como um todo, já superou a humana.
Décadas atrás, computadores eram colocados à prova em disputas com campeões de xadrez. Essa comparação “homem versus máquina” faz algum sentido?
O Google tem uma divisão chamada DeepMind (“Mente Profunda”, em tradução livre), da qual faz parte o projeto AlphaGo, criado especificamente para disputar partidas do jogo Go, muito mais complexo que o xadrez em termos de possibilidades. Em 2016, pela primeira vez, o AlphaGo conseguiu vencer um jogador profissional, o campeão europeu. Recentemente, venceu também o primeiro colocado no ranking mundial (o chinês Ke Jie), em uma disputa de três partidas. Nessa tarefa a inteligência artificial também já ultrapassou a humana.
Com a inteligência artificial, a humanidade, como a conhecemos, poderá dar lugar a uma nova espécie?
Em algum momento do passado, uma determinada forma de vida marinha era a espécie mais evoluída do planeta. Depois vieram répteis, aves, mamíferos, primatas. Hoje, o Homo sapiens sapiens é a forma mais evoluída. Por que a evolução acabaria na gente? É muita pretensão acreditar que somos o final dessa história. O que me parece lógico é que tenhamos uma evolução que poderá incorporar a biotecnologia, a nanotecnologia e a inteligência artificial. Nós já somos psicologicamente dependentes desse supercomputador que é o telefone celular. Se daqui a pouco ele vai estar implantado ou conectado de alguma forma ao cérebro humano, por que não considerar isso uma evolução da espécie?
A inteligência artificial supera a humana em atividades específicas, caso do programa que venceu o campeão mundial de Go, bem mais complexo que o xadrez”
A humanidade não corre o risco de ser dominada por robôs?
Eu não vejo um futuro do tipo “nós contra eles” e sim uma possibilidade de unir o melhor dos dois mundos. Me parece que temos mais a ganhar do que a perder com esse cenário. Devemos entender que o nosso cérebro orgânico poderá ganhar uma nova camada de inteligência, um “neo neocórtex” (neocórtex é a estrutura responsável por habilidades como a memória e a linguagem), que irá extrapolar a capacidade cognitiva que temos hoje e criar uma inteligência “trans-humana”. A inteligência artificial ajudará a resolver problemas para os quais hoje não temos resposta.
De que forma?
Uma área que tem me fascinado é aplicação na saúde. A inteligência artificial poderá identificar eventuais doenças por meio de exames de imagem que hoje os médicos demoram muito tempo para analisar e nem sempre são capazes de chegar a um diagnóstico preciso.
Além de avaliar as informações com maior velocidade, a inteligência artificial pode cruzá-las a partir da varredura do DNA do paciente e da consulta a bancos de dados sobre o material genético de milhões de pessoas, além de poder consultar aquilo que é registrado por aplicativos de celular e de outros dispositivos “vestíveis” que geram informações sobre saúde: Hábitos alimentares, rotinas de atividades físicas, qualidade do sono, pressão arterial. Isso tudo combinado vai gerar um “algoritmo”, um algoritmo pessoal que indica como cada um deve se alimentar, se exercitar e dormir para ter uma vida mais saudável, plena e feliz.
O Brasil tem algum papel relevante nessa área?
Sim. Eu destaco o Instituto Internacional de Neurociência de Natal, que tem o endosso do Miguel Nicolelis, maior autoridade em interação cérebro-máquina que a gente conhece. Apesar de o trabalho do Instituto não ser tão associado diretamente à inteligência artificial, os resultados de suas pesquisas permitirão a outros cientistas evoluir dentro desse campo.
Como funciona na prática essa conexão entre o cérebro humano e computadores?
Já existe um equipamento chamado “mindset”, um tipo de fone de ouvido que gera um eletroencefalograma. Ele monitora a atividade cerebral em busca de padrões e informa qual o melhor horário para aquela pessoa trabalhar, porque naquele momento ela é mais produtiva, além de emitir alertas sobre os instantes em que ela se desconcentrou ou quando precisa dar um tempo para relaxar.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia criaram uma tecnologia que capta ondas cerebrais para substituir os retratos falados. Em vez de descrever, usando a memória, a imagem de uma pessoa envolvida em um crime para que um artista desenhe aquele retrato e depois a gente confirme o quanto ele se parece com o suspeito, hoje é possível apenas relembrar a cena para que essa máquina ligada à cabeça consiga extrair uma imagem muito semelhante à real.
Isso mostra que é possível buscar na mente não só imagens, mas ideias difíceis de serem verbalizadas — e até sonhos. Outra tecnologia já permite enviar estímulos táteis pela internet. Tudo isso nos torna mais sensíveis, mais empáticos e mais humanos, o que de certa forma nos “desrobotiza”.
A inteligência artificial dará repostas para o que hoje ainda não entendemos, como a relação espaço-tempo formulada por Einstein
Isso parece um pouco contraditório…
O que eu vejo de mais interessante nessa tecnologia é que ela permite que sejamos mais empáticos, entendendo de fato os sentimentos do outro. Se o ser humano fosse verdadeiramente empático não teríamos guerras, racismo, homofobia. Uma inteligência que nos permita ser mais empáticos tornará o mundo melhor do que ele é hoje.
E quanto ao futuro do trabalho?
Um estudo da Universidade de Oxford sobre qual a chance de as atividades profissionais serem automatizadas nos próximos 20 anos mostra que os índices ainda serão muito baixos. O que parece que irá acontecer rapidamente é que as profissões vão se transformar. O que um médico, um engenheiro ou um jornalista fazem hoje não é o que eles farão amanhã. A profissão vai morrer? Não, mas a atividade profissional vai mudar.
Eu tenho um entendimento de que as empresas, como as conhecemos hoje, deixarão de existir nos próximos 20 a 25 anos. Esse formato tradicional, de alta cúpula, gerenciamento médio e força de trabalho já está mudando. Em seu lugar surgem plataformas auxiliadas por algoritmos e divisão de tarefas.
A alta cúpula permanece, o gerenciamento é feito por algoritmos e a força de trabalho fica fora da empresa. É o que o ocorre com Cabify e Airbnb, por exemplo. O pedido do cliente é gerenciado por um algoritmo que o distribui para dezenas de prestadores, “freelancers” que se conectam à organização por trabalho requisitado. Os trabalhadores prestam serviços para várias empresas. Nesse conceito, todos seremos operadores de uma virtualidade.
As pessoas terão trabalho ou será tudo automatizado?
Faremos várias coisas, de acordo com nossas habilidades, desejos momentâneos e demandas de mercado. Isso me leva a crer que a maior parte das universidades e programas de treinamento estão preparando jovens para um mundo do trabalho que não existirá. A maioria das pessoas já está automatizada. Elas trabalham mais de oito horas por dia em atividades que odeiam, sob uma pressão nada saudável vinda de chefes que não admiram, em empresas sem propósito. Tudo isso para ganhar um dinheiro que não vale a pena, com o objetivo de comprar coisas desnecessárias e assim parecer mais interessantes do realmente que são. O problema é a automação ou somos nós?
O que é o pensamento “pós-digital”?
Na história da humanidade houve três grandes revoluções: a agrícola, a industrial e a digital, que deu origem ao que alguns chamam de era da informação ou era digital. O pensamento pós-digital é a revolução que sucede à era da informação. Já existe até uma sigla para isso: GNR, ou genética, nanotecnologia e robótica, que inclui a inteligência artificial.
A genética traz a capacidade de reprogramar a biologia, fazer um “upgrade” nos organismos vivos. A nanotecnologia permite manipular a matéria e criar máquinas em escala microscópica, como pequenos aparelhos que podem ser injetados no nosso corpo para que a gente tenha mais saúde. A robótica e a inteligência artificial provavelmente trarão olhares mais sofisticados para o que hoje não entendemos.
Entenda a importância da inteligência artificial e como ela molda o futuro
A literatura, o cinema e outros meios de entretenimento costumam encarar a inteligência artificial de forma um tanto fantasiosa. Geralmente, ela é representada na forma de um robô onisciente ou de uma consciência incorpórea capaz de responder aos desejos e vontades humanas, desempenhando suas funções de maneira semelhante à magia.
Essa interpretação “mística” da tecnologia não somente dá a ela traços impressionantes, como também faz com que ela tenha características assustadoras. Não à toa, filmes como "O Exterminador do Futuro" continuam a ressoar em nossa imaginação coletiva por apresentar um futuro no qual as soluções que criamos serão as responsáveis por nossa destruição.
Esse temor real faz com que nomes proeminentes como Elon Musk, Stephen Hawking e Bill Gates expressem a vontade de estabelecer limites claros para a inteligência artificial, especialmente no campo militar. Embora essa discussão seja importante, ela torna obscura a maneira real como a tecnologia já faz parte de nosso cotidiano.
Operando em mercados financeiros, mecanismos de buscas e assistentes pessoais, entre outros campos, a inteligência artificial é responsável por várias das comodidades que você aproveita no cotidiano. Sem ter consciência disso, quem lê este artigo provavelmente usou um mecanismo do tipo para escolher um programa televisivo ou até mesmo para chegar ao Tec-Mundo.
Mudanças substanciais
Embora o cenário apocalíptico associado à inteligência artificial pareça distante da realidade (ao menos no momento atual), fato é que a tecnologia já está modificando substancialmente a maneira como lidamos com desafios cotidianos. Conforme cedemos mais controle a mecanismos automatizados, devem começar a surgir novas questões éticas que vão nos fazer questionar nosso potencial como humanos e a maneira como lidamos com relações pessoais.
A inteligência artificial promete mudar substancialmente nossas vidas
A principal questão é o fato de que não estamos lidando com uma inteligência que trabalha da mesma forma que a nossa. Ou seja, embora já haja robôs que simulam bem o comportamento humano (e são assustadores justamente por isso), o processo que ocorre atualmente não envolve a recriação da consciência humana, mas sim a produção de um novo tipo de consciência que não opera com as mesmas regras.
Uma das áreas mais conhecidas desse campo de estudo, os algoritmos de “aprendizado por máquinas” em certo ponto permanecem um mistério para seus próprios criadores e chegam a soluções inexplicáveis. Esse exemplo simples serve como sinal de que, mais do que saber onde a inteligência artificial está presente, é preciso entender o que ela significa para nosso futuro.
Uma vida mais conectada e inteligente
Para entender como a inteligência artificial modifica nossas vidas, é preciso compreender que a tecnologia atualmente é dividida em duas categorias: Inteligência Artificial Estreita (ANI) e Inteligência Artificial Geral (AGI). Enquanto a primeira já é usada de forma extensa, a segunda ainda é vista como um “Santo Graal” que pode revolucionar o mundo.  
O sistema de buscas da Google deve muita de sua eficiência a inteligências artificiais
O maior exemplo da divisão ANI são os supercomputadores como o Deep Blue, da IBM, criado exclusivamente com o objetivo de vencer os maiores mestres de xadrez do mundo. Embora o sistema criado pela empresa seja extremamente eficiente e adaptável nesse sentido, ele não serve para muita coisa além disso.
O foco bastante estreito de cada mecanismo do tipo evita que eles “saiam do controle”
Esse tipo de inteligência artificial está presente nos mecanismos que gerenciam seus hábitos de compra na Amazon e as sugestões de produto que você vê nos banners presentes neste artigo. Elas também atuam em filtros de spam, selecionando automaticamente quais mensagens merecem sua atenção e quais sequer devem ser mostradas.
A ANI é um tipo de inteligência que beneficia muito a humanidade devido ao fato de que, por mais que ela seja capaz de computar bilhões de números e pedidos de uma só vez, ela opera de forma bastante restrita.
Ao determinar a quantidade de transistores dedicados a um processo, limitamos seu impacto e abrangência — da mesma forma, o foco bastante estreito de cada mecanismo do tipo evita que eles “saiam do controle” e causem cenários apocalípticos.
Carros, assistentes e sistemas de buscas
Esse tipo de inteligência com características mais especializadas é justamente aquele visto como mais promissor por diversas empresas. A Google, por exemplo, não somente construiu seu império usando como base um algoritmo de buscas inteligente como pretende utilizar tecnologias do tipo para ampliar ainda mais sua influência: seja oferecendo carros que operam automaticamente ou assistentes de voz mais complexos.
Quando você ler alguma notícia falando de tecnologias como a Siri, a Cortana ou o Google Now, saiba que todas essas soluções se encaixam na categoria ANI. Isso também se aplica a sistemas que sugerem a compra de determinados produtos com base em seus hábitos de consumo ou que tentar adivinhar aquilo que você quer pesquisar antes que uma frase na aba de buscas seja finalizada.
O assistente de voz da Apple se torna mais inteligente a partir da análise de experiências humanas
A característica comum entre esses sistemas (e as tecnologias que guiam os veículos automatizados do futuro) é o fato de que eles conseguem aprender com a experiência humana. Um bom exemplo disso são os assistentes de voz disponíveis no mercado, cuja encarnação atual é muito mais completa e adaptável do que a vista há dois ou três anos. A cada dia, milhares de pessoas pedem à Siri indicações de locais, a exemplos de: dicas gastronômicas e até mesmo que ela conte uma piada.
A maneira como cada usuário reage às respostas obtidas (seja de maneira positiva ou negativa) é transformada em informações que são computadas e interpretadas pelo sistema, que faz adaptações que o permitem se adaptar a hábitos, entender diferentes sotaques e até mesmo prever certos desejos.
Por enquanto, inteligências como a do filme Ex Machina devem ficar restritas à ficção
Essa tendência deve ser seguida por diversas áreas da tecnologia, sendo que aquela que está em mais evidência atualmente é a Internet das Coisas. A aposta em um futuro mais conectado, em que diferentes aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos “conversam” entre si, é bastante dependente das inteligências artificiais com as quais já nos acostumamos a viver.
Adotá-las traz algumas questões éticas e sociais bastante importantes
No entanto, os benefícios oferecidos por essas tecnologias não devem mascarar o fato de que adotá-las traz algumas questões éticas e sociais bastante importantes. Muitos preveem que a adoção em massa de soluções do tipo pode ameaçar metade dos empregos existentes atualmente nos Estados Unidos e eliminar totalmente o envolvimento humano direto em áreas consideradas burocráticas.
É preciso reconhecer que, em grande parte, ainda não sabemos exatamente a totalidade das consequências que a inteligência artificial vai causar no futuro e muitas das previsões feitas até o momento não passam de pura especulação. No entanto, é garantido que o impacto geral não será exclusivamente positivo — entre as ameaças bastante reais com as quais vamos ter que lidar estão malwares inteligentes capazes de se adaptar automaticamente a soluções de segurança.
AGI: a busca pelo Santo Graal
O maior desafio enfrentado pelos pesquisadores da área é criar uma inteligência artificial que não somente possa aprender, como seja capaz de realmente “pensar”. Enquanto uma máquina como o Watson pode decorar todo o dicionário britânico e “xingar” seus interlocutores, ela não é capaz de entender os motivos pelos quais uma palavra é considerada ofensiva.
Da mesma forma, já é possível trabalhar com sistemas que simulam de forma eficiente a rede neural de um rato, mas que são incapazes de fazer análises críticas sobre isso. Ao menos no que diz respeito a áreas que envolvem empatia, conversação e interpretação de textos e criações artísticas, humanos têm uma vantagem clara sobre as inteligências artificiais disponíveis atualmente.
Ainda precisamos compreender muito da mente humana
Para tentar preencher essa brecha, pesquisadores da área vão ter que responder uma pergunta bastante difícil: o que torna um ser humano ciente de sua própria consciência? Essa questão, que deve ser debatida tanto entre engenheiros da computação quanto por psicólogos, ainda parece muito distante de ser respondida.
“Contar uma piada, fazer um julgamento ético, decidir que você quer colaborar com alguns indivíduos, mas não com outros — a textura rica da vida humana não está em nossas máquinas”, afirma Sir Nigel Shadbolt, professor de Ciência da Computação na Universidade de Oxford.
“A fagulha de consciência em nossa mente, não sabemos de onde ela vem”, explica Shadbolt. “A complexidade que assumimos que permite a existência da consciência não ocorre somente porque temos esse tipo de córtex, esse cérebro racional. Temos um sistema endócrino, somos emocionais, temos o cérebro em três camadas... Somos extraordinariamente complexos e só começamos a compreender um pequeno pedaço disso”.
Somos extraordinariamente complexos e só começamos a compreender um pequeno pedaço disso
O professor prevê que os primeiros resultados de pesquisas nesse sentido só devem começar a aparecer em um período de 10 ou mais anos. “Dois dos maiores problemas são injetar em robôs uma compreensão de nosso mundo baseado no senso comum e fazê-los trabalhar com a criatividade.
Não algo do tipo que vemos em Picassos ou Einsteins, mas sim o tipo de coisa que qualquer criança é capaz de fazer”.
E os robôs assassinos?
O cenário bastante comum em Hollywood e em obras literárias no qual robôs superinteligentes dominam o planeta parece bastante improvável de acontecer. No entanto, há preocupações reais quanto à possibilidade de que uma entidade análoga à “Skynet” de “O Exterminador do Futuro” surja e cause problemas à humanidade.
 
A série Exterminador do Futuro se tornou sinônimo de inteligências artificiais assassinas
Para que o cenário da ficção fosse possível, seria preciso haver a criação de um terceiro tipo de inteligência artificial: A Super Inteligência Artificial, ou ASI. Essa variação, cuja possível existência preocupa muitos pesquisadores, seria resultante de uma AGI que se cansou de seu propósito e, tomando ciência de sua existência, decidiu agir contra seus criadores e passou a adotar medidas que aumentam suas capacidades, independente das consequências.
Enquanto esse cenário parece bem distante de se tornar realidade, há uma ameaça mais iminente para o futuro da humanidade: as armas autônomas capazes de matar sem a ação direta de alguma pessoa. Elas abrangem desde aviões não tripulados até sistemas de defesa automáticas, muitos dos quais já estão sendo implementados por forças militares ao redor do mundo.
Segundo grupos como a Campanha para Parar Robôs Assassinos, estamos cada vez mais próximos de “fechar o ciclo” e permitir que máquinas decidam por conta própria quem deve ser morto. Outra entidade preocupada com esse cenário é o Instituto para o Futuro da Vida, que publicou no final de 2015 uma carta aberta assinada por várias personalidades do mundo da tecnologia que alertam sobre os perigos desse tipo de tecnologia.
Expandindo horizontes
Embora estejamos acostumados a associar a inteligência artificial com robôs com características humanas, esses conceitos podem ter que ser deixados de lado ao tratarmos da inteligência artificial fora da ficção. “O ponto não pode ser somente nos replicar”, afirma Shadabolt. “Temos vários meios biológicos interessantes de fazer isso, então por que iríamos nos limitar ao silício? ”.
O magnata está empenhado em revolucionar o mundo tecnológico e para isso criou Ava (Alicia Vikander), um robô com inteligência artificial que tem tudo para ser a máquina mais perfeita já criada por um ser humano.
VEJA - A PERFEIÇÃO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Robôs não devem ser a única representação da inteligência artificial
Desde máquinas especializadas na limpeza de ambientes, como o Roomba, até assistentes pessoais, como a Cortana, a tecnologia está seguindo rumos que não podíamos imaginar há uma década. Segundo o professor Shadabolt, isso é resultado das várias maneiras como diferentes áreas do conhecimento encaram e evoluem mecanismos do tipo.
“Fundamentalmente, vamos precisar de uma atitude multidisciplinar, então para mim não há somente uma disciplina que vai ter todas as respostas”, afirma. É justamente essa a face da inteligência artificial moderna: centrada em tarefas, altamente diversificada e essencialmente “inconsciente”, mas capaz de mudar desde a forma como aprendemos um tema até nossos sistemas de trânsito.
Como aconteceu como outras tecnologias resultantes da imaginação humana que tomaram forma primária na ficção, o presente (e o futuro) da inteligência artificial não está atrelado a robôs ou cenários apocalípticos. Na prática, ela é muito mais estranha, fascinante e diversificada do que poderíamos imaginar — e, até mesmo por conta disso, mais promissora e interessante.
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