terça-feira, 10 de janeiro de 2017

IRMÃOS AUTISTAS

AUTISMO:
A HISTÓRIA DE LIBERDADE DE ÂNGELO E AUGUSTO E DE UMA MÃE CORAGEM
Nas ideias meio desconexas, o desejo de dominar o céu como pilotos de avião. Nem é sonho buscado ou meta planejada de vida. Ângelo e Augusto têm compulsão mesmo é pela amizade, pelo contato com pessoas desconhecidas e potencialmente amigas.
Ângelo e Augusto: sorriso constante Foto: facebook
Sim, eles parecem de outro mundo. Um mundo mais inocente, mais afetuoso, sem violências ou casais falidos presos às tentações efêmeras dos papos do zap. No universo gigantesco desses irmãos gêmeos, cabem dois quarteirões perto de casa e possibilidades infinitas.
Alguns se assustam com eles. Outros se incomodam. E eles nem ligam. Estão noutra vibe, mais útil ao mundo deles ou do nosso. É energia positiva ligada no automático. E tentam esse contágio junto aos “amigos” que nunca viram, que encontram em mesas de bares e de shoppings do seu mundo único.
Essa semana, último dia 2, foi o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Obra do acaso e foi também aniversário de 35 anos de Ângelo e Augusto. O tema ainda é delicado e muito estudado. Hoje e amanhã, por exemplo, acontece no hotel Holiday Inn, aqui em Natal, o Simpósio Dialogando com o Autismo.
Delicado porque ainda resta preconceito e dificuldade de inserção social. “Estudado” porque muitas descobertas para essa deficiência ainda são esperadas. Os casos de Ângelo e Augusto servem de exemplo. Basta lerem essa postagem para conhecer a história, eu diria heroica, de Luci Maia, a mãe deles.
A MÃE QUE FABRICOU UM MUNDO REAL
Dona Luci já era mãe de três filhos quando os caçulas Ângelo e Augusto nasceram. A experiência materna logo diagnosticou diferenças no desenvolvimento dos bebês. Faltava interação, olhos nos olhos, as primeiras palavras. E desde cedo procurou especialistas, mas na distante década de 80 o autismo ainda era mistério.
Dona Luci lidou com a situação sem mais amparos. Tentou outros médicos em outros estados: Recife, São Paulo, doutores renomados vindos da Holanda, Cuba, Espanha… E nenhuma resposta satisfatória. O autismo parecia vir da própria medicina, ainda isolada do tema.
Os meninos cresciam dentro das suas redomas psíquicas. E antes fosse esse o problema. Dona Luci sentia também da própria sociedade esse isolamento. Sem abertura nas escolas para receber seus filhos, criou ela própria o Jardim Escola Dois Amores – o nome não foi à toa. Seria apenas o primeiro passo para inserir os gêmeos no mundo “real”.
O Jardim foi adaptado até virar a Escola Educar e passou a atender crianças do 1º ao 4º ano. Depois, evoluiu até o 9º ano para que Ângelo e Augusto desfrutassem de ambiente escolar saudável. A Escola Educar, situada à Miguel Castro, fechou há apenas dois anos após 24 anos de educação inclusiva, sem preconceitos. Cumpriu seu papel. O espaço hoje é alugado e ainda mantém a sina sendo creche e escola.
A DESCOBERTA DO AUTISMO E DE WILLIAMS
O estereótipo da pessoa autista é a introspecção. O oposto do comportamento de Ângelo e Augusto, viciados no contato social. Por volta dos quatro anos, o olhar focado em sua própria consciência aflorou para uma vontade de ganhar e ver o mundo. E a causa desse descompasso seria um mistério ainda mais nebuloso que o autismo naquela época.
A Síndrome de Williams, ou síndrome Williams-Beuren, era um buraco negro para a medicina. Uma desordem genética rara cujo efeito incide no atraso psicomotor e em algumas características físicas, como lábios cheios, dentes pequenos e sorriso frequente. E influencia também no comportamento sociável e comunicativo. Estava explicado. Mas um diagnóstico descoberto quase duas décadas depois, quando os dois já tinham 20 anos de idade.
Ângelo e Augusto têm sintomas de autismo e da síndrome de williams. Mas seus comportamentos não advêm apenas do diagnóstico frio da ciência. Muito é motivado pela educação materna. Dona Luci já tinha formação em pedagogia e buscou especialização em psicopedagogia para auxiliar nos cuidados com os filhos caçulas: “Busquei auxílio porque não recebia respostas da medicina para o problema”.
E desse conhecimento adquirido aliado à vontade de ver a felicidade dos filhos brotou a independência dos gêmeos, até então limitados pelas agruras das doenças. Ambos são vistos sozinhos em bares de um quadrilátero do bairro de Lagoa Nova. Impossível eles passarem despercebidos. Frequentam cada mesa, buscam assunto, opinam, elogiam e, sobretudo, sorriem. São amigáveis porque buscam amigos.
“Sou criticada por alguns por deixarem eles sozinhos. Mas eles foram treinados desde pequeno para isso. São obedientes, educados, só frequentam lugares dentro do limite de dois quarteirões de casa e voltam sozinhos na hora estipulada”, se orgulha a mãe de 68 anos.
HUMANOS, TRISTE E DEMASIADAMENTE HUMANOS
Nem a alma amiga e inocente de dois jovens inibe a sanha bárbara de alguns. Alguns incidentes ainda remontam tristes lembranças para dona Luci. O pior deles aconteceu na praia de Pirangi. Veranistas antigos, Ângelo e Augusto são muito conhecidos e queridos na comunidade praiana. Circulam pela orla, pelos bares e avenidas carnavalescas; têm muitos amigos em Pirangi.
“Mas certa vez um acontecimento mexeu muito com nossa família. Foi muito duro, sabe? Na beira da praia tinha uma mulher com criança no braço, provavelmente passando o dia. Augusto quis dar um abraço afetuoso ou tocou ela no braço, o namorado ou marido viu de longe, correu e bateu muito nele. Por sorte, como são muito conhecidos, uma senhora veranista correu para explicar a situação dele. Por outro lado, esse acidente nos mostrou o quanto eles são queridos. Pirangi inteira mostrou solidariedade, e também recebemos mensagens de gente de Natal, que soube do ocorrido”.
Dona Luci explica que os dois, embora “treinados” para serem educados, comedidos, não possuem noção da consequência dos seus atos, dos perigos e infortúnios da vida. Não sabem analisar comportamentos ou prever consequências. Em resumo: eles são treinados a lidar com pessoas e não com a insensatez.
Em outro episódio, o pior foi abafado pelo bom senso. No Bar do Pedrão, em Lagoa Nova, os gêmeos passavam constantemente em frente à transmissão do jogo de futebol na TV. Um dos clientes, impaciente, quis também bater nos meninos, mas foi contido pelos próprios frequentadores do bar e até o dono pôs este humano, demasiado humano, para fora do estabelecimento.
LIBERDADE E RECONHECIMENTO
A liberdade é íntima da felicidade. Para Ângelo e Augusto é sinônimo. E a independência dos caçulas foi busca insistente de dona Luci até a alegria aflorar e ela própria, encontrar uma sabedoria que a fez também uma pessoa melhor, alegre junto aos filhos.
Se o inferno são os outros ou os aforismos insistem também que de perto ninguém é normal, Ângelo e Augusto parecem mesmo anormais. São bem diferentes com suas alegrias, suas querências de contato amigo, suas liberdades dentro de seu universo de dois quarteirões de um mundo irreal e mais ameno.
Dona Luci se aposentou da escola e continua a serviço dos filhos, sobretudo dos caçulas. A preocupação persiste. Mas qual mãe descansa? Mais importante é que há uma sensação de dever cumprido a cada sorriso dos gêmeos. E os sorrisos são constantes – doses homeopáticas de gratidão estampadas nos rostos dos dois, a toda hora.
E após 35 anos de dedicação, a mãe coruja conseguiu algo tão raro quanto a síndrome diagnosticada tardiamente em Ângelo e Augusto. Dona Luci conseguiu dois filhos felizes num mundo em crescente depressão. Filhos alegres em meio ao estresse do cotidiano. Filhos livres na eterna prisão das ruas.
Esse post será publicado hoje, na semana dedicada ao autismo. Mas bem poderia demorar um pouquinho e ser postado no dia das mães.
Parabéns, dona Luci!

ANTES E DEPOIS

ANTE            E          DEPOIS
ACREDITE, SE QUISER!!!!
O ABSURDO DA IGNORÂNCIA
POSIÇÕES SEXUAIS E SEUS PECADOS, SEGUNDO EDIR MACEDO
Retirada do livro: 'Castigo Divino' da Igreja Universal do Reino de Deus
(Edir Macedo)
AUTOR: Bispo Edir Macedo
Vejam os comentários sobre o pecado das seguintes posições sexuais, segundo o Bispo:
Que absurdo
Posição de quatro:
É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra todo membro monstruoso dentro dela e ainda a chama de cadela, usando certas brincadeiras de mal gosto. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Sexo Oral:
O prazer de levar um órgão monstruoso e duro sexual à boca é condenado pelas leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores. A mulher, engolindo o sêmen (ESPERMATOZOIDE), não vai ter filhos. E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar ou lamber a vagina de sua parceira.
Sexo Anal:
O ânus é sujo de BOSTA, fétido ou fedorento e possui em suas paredes milhões de bactérias e vermes que as vezes, coça muito nas beiras do CÚ. É o esgoto propriamente dito da bunda da mulher. No esgoto só existem ratos, baratas e mendigos. A pessoa que sodomiza ou é sodomizada se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo, nos quintos dos INFERNOS e amaldiçoado. Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno.
Veja a maneira certa de se relacionar sexualmente, segundo a cartilha do BISPO MACEDO:
Posição recomendada: O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso, COM UM POUQUINHO DE PIMENTA DO REINO E MANJERICÃO. Após isso, a mulher deve abrir as pernas bastante, para ALONGAR os órgãos e esperar o membro, não muito grande e grosso, mas enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração de PAPAI E MAMÃE. O homem, após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve estar: Orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozoide.
Depois do ato sexual: Os dois devem orar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. 
Como penitência: O açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação. Fonte: Escândalo da Graça www.escandalodagraca.com

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

JANEIRO DE 2017

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O Calendário de Janeiro de 2017 serão dentre outros, a única vez ser visto por todos nós em pleno o século XXI em vida verá este FENÔMENO.
O mês de Janeiro deste ano, terão:
- 5 DOMINGOS,
- 5 SEGUNDAS-FEIRAS,
- 5 TERÇAS-FEIRAS.
Isto acontecem somente uma (01) vez a cada 823 anos. Os chineses na CHINA, afirmam este grande FENÔMENO, registrando como UM MANTRA, dando o nome de “Bolso Cheio de Dinheiro”. Os Chineses e outros, acreditam nesta boa sorte do mês de Janeiro de 2017. Porque não acreditamos? 
Baseados em dados de pesquisas históricas, Feng Shui ou 風水 (Pinyin: fēngshuǐ) é um termo de origem chinesa, cuja tradução literal é vento e água. Sua pronúncia correta em mandarim é "fon xuei". Os mesmos ideogramas 風水 são utilizados em outros países da Ásia com um sentido semelhante: no Japão (fūsui), Coreia (pung-su) e Vietnam (phong-thủy).
Feng Shui, vem da pronúncia americanizada, expressa o barulho do vento e da água, é onomatopeico, fon suei, na língua original, em português seria como: fú, chuá.
Segundo esta corrente de pensamento, estabelecendo uma relação yin/yang, os ideogramas Feng e Shui (respectivamente Vento-yang -e Água - yin -) representariam o conhecimento das forças necessárias para conservar as influências positivas que supostamente estariam presentes em um espaço e redirecionar as negativas de modo a beneficiar seus usuários.
ACUPUNTURA ORIENTAL
A origem da expressão "Feng Shui" está no Zang Shu (O Livro dos Enterros) escrito pelo Mestre Guo Pu (276-324 d.C). O termo é citado na seguinte sentença:
O Qi é disperso pelo vento (feng) e acolhido pela água (shui). green bell
O Feng Shui é uma corrente de pensamento analítico com tradição de mais de 4000 anos. Os mestres chineses que o estruturaram teriam percebido que cada área natural, terreno ou edificação seria dotada de sua própria vibração influenciada pela presença do Ch'i (chamada em chinês de qi), e estaria sujeita às várias influências do ambiente que a circunda.
Constatando que certos tipos de vibrações presentes no ambiente e em seu entorno poderiam agir de modo benéfico para o corpo e a mente, enquanto que outros tipos tenderiam a ser prejudiciais, supostamente compreenderam a importância de estudar como situar as edificações, móveis e objetos da maneira mais adequada para favorecer seus usuários, segundo esta interpretação da natureza.
Segundo as ideias pregadas pelo Feng Shui, quando as pessoas buscam este equilíbrio com as forças benéficas da Natureza, podem gozar de saúde, boa sorte e prosperidade. Quando as ignoram e se alinham com influências nocivas, podem experimentar dificuldades e obstáculos que podem se expressar como doenças, má sorte ou indisposição. Claro está que tais sentenças fazem parte desta crença e não são de forma alguma endossadas pela ciência.
Os mestres taoístas que desenvolveram esta arte, não utilizavam-na isoladamente: consideravam-na mais um instrumento de equilíbrio a ser utilizado em conjunto com outras práticas articuladas à Medicina tradicional chinesa, como a acupuntura, a meditação, e o Tai Chi Chuan.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

CONTE-ME OUTRA

CONTE-ME OUTRA
Toda gentileza é uma declaração de amor
Gentil é aquele que passa pela vida do outro, toca-o com leveza e a marca, onde ninguém mais pode ver.
Lembro-me de que, quando pequena, sempre saia com meu avô pela rua. Figura agradável e prestativa, não economizava sorrisos ou negava favores. Jamais o vi reclamando que alguém não pagou pelo seu trabalho ou que foi explorado. Brincava com as meninas da padaria, dava gorjeta, ajudava aos irmãos, aos filhos e mimava as netas. Quando trabalhava, fazia-o assoviando. O que o tornava tão especial e querido por todos? O que o mantinha nesse estado de equilíbrio com o ambiente? Gosto de pensar que ele era gentil consigo e com a vida.
Todos passamos por situações complicadas. Somos ludibriados, destratados e, muitas vezes, até mal-amados. Sofremos com a falta de dinheiro, temos preocupações com a nossa saúde, com a saúde dos filhos, dos nossos pais, do nosso cachorro. Entretanto, o que difere o ser gentil é que ele não coloca seus problemas no centro do mundo e nem acha que todos têm de parar com suas vidas, porque ele não está bem. O verdadeiro entendedor da gentileza sabe ser suave com o outro, percebe que somos interligados por algo maior que nossos próprios interesses, que as relações humanas são pétalas de uma mesma flor.
Ainda hoje, embora tenham se tornado espécimes raros, diz a lenda que, quando vistos, são facilmente reconhecíveis. São aqueles que nos olham verdadeiramente nos olhos, que, quando íntimos, nos dão abraços apertados, que cumprem suas promessas e que não pensam antes de se levantarem e oferecerem seu lugar no banco.
O ser gentil é naturalmente educado, pois, valoriza o outro como pessoa. Sabe que respeito é afeto, que delicadeza é cuidado, e que toda gentileza é uma declaração de amor.
Ao invejar ao outro, o invejoso investe contra si mesmo
Ninguém está imune a ela, mas todo mundo finge estar. Entra ano e sai ano e a inveja, o mais inconfessável dos pecados capitais, ainda tira a paz e o sono de muita gente.
A inveja é um impulso primordialmente destrutivo, pois é normalmente acompanhada por um desejo de aniquilação, de sofrimento e nunca é construtiva.
Quem explica é a psicóloga e psicanalista Heloisa Antiori. Para ela, a inveja elimina a admiração. “Quando admiramos alguém temos a possibilidade de nos identificarmos com ela e desejar ser igual… ou em parte igual. A inveja quer destruir, fazer o outro virar pó e não reproduzir”, diz, antes de comentar que é comum ao invejoso sentir-se injustiçado pela vida, ao acreditar que o outro tem o que tem “por sorte e privilégio, não por esforço”.
Inveja é não querer que o outro tenha. Pelo menos é assim que a maioria dos especialistas estudados e ouvidos a definem.
A grande teórica do assunto é a psicanalista Melanie Klein (1882-1960), aluna e discípula de Freud que se dedicou já na década de 20 a estudar a psicanálise infantil. Seu livro “Inveja e Gratidão”, lançado na década de 50, é até hoje um marco.
Klein argumenta que a inveja está presente já na primeira infância, quando a criança inveja o seio da sua progenitora, o poder de dar e de negar alimento. Nesse contexto, a inveja surge logo que o recém-nascido se percebe impotente perante a mãe. Ou seja, praticamente nascemos invejosos.
Foi a partir dessa publicação pioneira que a inveja passou a ocupar maior espaço na discussão científica, passando a despertar cada vez mais interesse como objeto de estudo e possibilitando discussões mais amplas e aprofundadas.
Seja inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude
A vida contemporânea cheia de regras e adestramento fez com que houvesse uma padronização completa das pessoas, de tal maneira que todos se comportam do mesmo modo, falam das mesmas coisas, se vestem mais ou menos do mesmo jeito, possuem as mesmas ambições, compartilham dos mesmos sonhos, etc.
Ou seja, as particularidades, as idiossincrasias, aquilo que os indivíduos possuem de único, inexistem diante de um mundo tão pragmático e controlado.
Vivemos engaiolados, tendo sempre que seguir o padrão, que se encaixar em normas pré-determinadas, como se fôssemos todos iguais. Sendo assim, a vida acaba se transformando em uma grande linha de produção, em que todos têm que fazer as mesmas coisas, ao mesmo tempo e no mesmo ritmo, de modo a tornar todos iguais, sem qualquer peculiaridade que possa definir um indivíduo de outro e, por conseguinte, torná-lo especial em relação aos demais.
Somos enjaulados em vidas superficiais e nos tornamos seres superficiais, totalmente desinteressantes, inclusive, para nós mesmos. Sempre conversamos sobre as mesmas coisas com quer que seja, ouvindo respostas programadas pelo padrão, o qual nos torna seres adequados à vida em sociedade.
Entretanto, para que serve uma adequação que transforma todos em um exército de pessoas completamente iguais e chatas, que procuram sucesso econômico, enquanto suas vidas mergulham em depressões?
Qual o sentido de adequar-se a uma sociedade que mata sonhos, porque eles simplesmente não se encaixam no padrão? Uma sociedade que prefere teatralizar a felicidade a permitir que cada um encontre as suas próprias felicidades. Uma sociedade que possui a obrigação de sorrir o tempo inteiro, porque não se pode jamais demonstrar fraqueza. Uma sociedade que retira a inteligência das perguntas, para que nos contentemos com respostas rasas. Então, por que se adequar?
Os nossos cobertores já estão ensopados com os nossos choros durante a madrugada. O choro silencioso para que ninguém saiba o quanto estamos sofrendo. Para manter a farsa de que estamos felizes. Para fazer com que mentiras soem como verdade, enquanto, na verdade, não temos sequer vontade de levantar das nossas camas.
O pior de tudo isso é que preferimos vidas de silencioso desespero a romper com as amarras que nos aprisionam e nos distanciam daquilo que grita dentro de nós, esperando afoitamente que o escutemos, a fim de que sejamos nós mesmos pelo menos uma vez na vida sem a preocupação de agradar aos outros.
Somos uma geração com medo de assumir as rédeas das próprias vidas. E, assim, temos permitido que outros sejam protagonistas destas. É preciso coragem para retomá-las e viver segundo aquilo que arde dentro de nós, mesmo que sejamos vistos como loucos, pois só assim conseguiremos sair das depressões que nos encontramos.
É preciso sacudir as gaiolas, já que, como diz Alain de Botton: “As pessoas só ficam realmente interessantes quando começam a sacudir as grades de suas gaiolas”. E, sobretudo, é preciso ser inadequado, porque não se adequar a uma sociedade doente é uma virtude.
Câmera da Nasa flagra lua cruzando lado iluminado da Terra; veja vídeo
Esta é a segunda vez em um ano que a agência faz 'photobomb lunar'. Imagens mostram lua entre os oceanos Pacífico e Índico.
Uma câmera da Nasa flagrou o movimento da lua enquanto cruzava o lado iluminado da Terra. As imagens foram capturadas pela espaçonave DSCOVR, que observa o planeta e o clima espacial para a Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos. (Veja vídeo acima)
O vídeo foi gravado por uma câmera CCD - comum entra máquinas compactas -  de quatro megapixels, entre as 23h50 do dia 4 de junho e as 3h18 do dia 5. É possível ver a lua entre os oceanos Pacífico e Índico.
"Pela segunda vez na vida da DSCOVR, a lua passou entre a espaçonave e a Terra", disse Adam Szabo, cientista da Nasa. "O projeto registrou este evento no dia 5 de julho com a mesma harmonia e resolução espacial, como o primeiro 'photobomb lunar' do ano passado”.
O telescópio no satélite DSCOVR orbita a 1 milhão de milhas da Terra. Como disse o pesquisador Adam Szabo, essa é a segunda vez que o fenômeno é capturado pela espaçonave em 1 ano -  a última vez ocorreu em 16 de julho de 2015.
Imagem foi feita por câmera de quatro megapixels (Foto: Nasa)

domingo, 1 de janeiro de 2017

PRESIDENTE BARACK OBAMA

Educação vem de berço
Presidente Barack Obama
EDUCAÇÃO VEM DO BERÇO: O QUE ISSO SIGNIFICA?
Ela quer dizer algo bem simples e verdadeiro: a educação, a ética, os princípios, os valores e o respeito começam a ser ensinados desde cedo, dentro da barrida da Mãe. E onde esse processo pode e deve começar? Óbvio que em casa! Daí a grande responsabilidade dos casais ao decidirem ter seus filhos. Crianças não são brinquedinhos bonitinhos, divertidos e que falam.
Eles são seres humanos que buscarão a realização e a felicidade. É mais provável que as encontrem se forem preparados, treinados e ensinados pelos pais. Portanto, ter filhos é uma enorme responsabilidade que cabe de maneira absoluta, exclusiva e inalienável aos pais.
As escolas podem até coparticipar, mas a elas cabe apenas instruir e informar. Outros eventuais papéis das escolas são somente complementares. Enquanto aos pais cabe educar e formar o caráter dos filhos. Também não resolve, depois que o trem já passou pela estação, correr atrás de escolas religiosas ou militares para tentar sanar a lacuna ou a falha pelas omissões cometidas.
Educar pode ser simples se tudo for feito com responsabilidade, amor e compromisso. Ensinar aos filhos, desde logo, os significados e as consequências do sim e do não; do certo e do errado; das razões e dos limites; tudo pode representar a diferença entre saber o caminho a seguir ou sair a esmo apanhando-se a cada esquina.
Como já foi dito em artigos anteriores: o bom senso e o discernimento não são meros discursos. Os filhos precisam de exemplos e de pais modelos. Afinal, os avós e pais da atual geração de filhos e netos conhecem o valor das referências nas suas vidas.
Aquelas gerações não falavam palavrões e não eram “momentos”. Não mandavam ninguém à PQP ou chamava qualquer situação complicada de M. Mandava-se para a Cochinchina e a situação complicada era uma inhaca, o que no mínimo, para os atentos, era bastante educativo para se descobrir o que isso significava.
Ao se investigar, se descobriria que, à época, a tão distante Cochinchina era uma região ao sul do Vietnã, então colônia francesa e tão distante quanto Saturno e, que a Inhaca é uma ilha de Moçambique, então colônia portuguesa e tão distante quanto Marte. Assim, seguem a educação do berço, tradição muito antiga com raízes no princípio da vida humana e vegetal, no começo da criação no Planeta TERRA.
Fotos: bastidores e momentos de descontração de Barack Obama, A Educação
Funcionário temporário da Casa Branca, Carlton Philadelphia, trouxe sua família para o Salão Oval, da Casa Branca. O filho pediu para tocar a cabeça do Presidente Obama, para ver se se parecia com o seu corte de cabelo - 08/05/2009 (Pete Souza/Casa Branca)
Pete Souza, fotógrafo oficial da Casa Branca, capturou mais de 2 milhões de momentos ao longo dos dois mandatos do 44º presidente americano
O fotógrafo oficial da Casa Branca capturou mais de 2 milhões de momentos dos dois mandatos do 44º presidente americano. Entre os registros estão eventos históricos, como o dia em que Obama e sua equipe de segurança nacional acompanharam a transmissão da captura e morte de Osama bin Laden no Paquistão, em maio de 2001, e momentos de descontração com a família ou os cachorros Bo e Sunny.
Com mais de 542.000 seguidores, a conta de Pete Souza no Instagram revela desde detalhes no Salão Oval a encontros de Obama com líderes mundiais em suas viagens ao exterior.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à Casa Branca em janeiro de 2009 e entrega o cargo para Donald Trump, eleito em 8 de novembro, no dia 20 de janeiro do ano que vem. Ao longo desses oito anos, o fotógrafo Pete Souza acompanhou praticamente todos os passos de Obama, dentro e fora da rotina presidencial.
Todo homem precisa ler este ensaio de Barack Obama sobre o feminismo
O presidente dos EUA, Barack Obama, é feminista e não tem medo de falar isso ao mundo. Em um ensaio cheio de convicção que publicou na revista Glamour, o presidente dos Estados Unidos escreveu sobre o impacto negativo que os estereótipos de gênero rígidos exercem sobre pessoas de todas as identidades de gênero, todas as identidades raciais e as identidades sexuais – além da importância especial que tem o “feminismo do século 21” em um ano eleitoral em que os democratas escolheram uma mulher como sua candidata à Presidência e os republicanos optaram por um loiro oxigenado misógino e artificialmente bronzeado. 
Obama escreveu sobre sua própria relação com o feminismo e pediu aos homens que adiram à causa: “Combater o sexíssimo é totalmente responsabilidade dos homens também. E, como maridos, companheiros e namorados, precisamos batalhar e fazer questão de criar relacionamentos pautados pela igualdade real. ”
O texto do presidente fala dos avanços feitos nos últimos 100 anos nos Estados Unidos. Mas é claro que avanços conquistados não significa que se tenha chegado à paridade de gêneros. Na verdade, como Obama reconhece, ainda estamos muito longe disso sob vários aspectos. Ainda existe uma disparidade salarial notável entre homens e mulheres, e essa disparidade pesa desproporcionalmente sobre as mulheres de cor.
A violência sexual contra mulheres (e homens) nem sempre é denunciada e levada à justiça. As mulheres de cor ainda estão sub-representação nos níveis mais altos do governo, das empresas e da tecnologia. E a lista continua. As mensagens abaixo são surpreendentes, vindas do presidente (homem) dos Estados Unidos:
Precisamos continuar a mudar a atitude de criar nossas filhas para ser recatadas e nossos filhos para serem assertivos, que critica nossas filhas para falarem o que pensam e nossos filhos por derramarem uma lágrima. Precisamos continuar a mudar a atitude que pune as mulheres pela sexualidade delas e premia os homens pela deles.
Precisamos continuar a mudar a atitude que permite o assédio rotineiro de mulheres, quer estejam andando na rua ou ousando navegar na internet. Precisamos continuar a mudar a atitude que ensina os homens a sentir-se ameaçados pela presença e o sucesso das mulheres.
Precisamos continuar a mudar a atitude que parabeniza os homens por trocarem uma fralda, que estigmatiza os homens que cuidam dos filhos em tempo integral e que penaliza as mães que trabalham fora de casa. Precisamos continuar a mudar a atitude que valoriza a autoconfiança, competitividade e ambição no trabalho – a não ser que a pessoa seja mulher. Precisamos continuar a mudar uma cultura que lança uma luz especialmente áspera sobre meninas e mulheres de cor.
Obama falou de como essas lacunas e esses casos de dois pesos e duas medidas estão presentes em sua própria vida e nas vidas de suas filhas, Sasha e Malia. Como pai de duas meninas, o presidente reconheceu que a igualdade de gêneros virou uma causa ainda mais pessoal para ele.
“É importante que o pai delas seja feminista, porque agora é isso o que elas esperam de todos os homens”, ele escreveu. E, no meio de uma eleição em que estamos vendo a misoginia sendo empregada como estratégia de campanha, a frase de Obama lembrando que “o importante nunca foram apenas os Benjamins*, mas também as Tubmans” parece especialmente válida.
GESTO DE HUMILDADE COM O SER HUMANO (IRMÃOS)