domingo, 19 de junho de 2016

BRASIL SEM LEI

SÓ EXISTE LEI PARA O POBRE - BRASIL SEM LEI, TERRA DE NINGUÉM

Sete anos depois, jornalista que foi exposta por ex como prostituta na web ainda tenta se recuperar

O Monstro (homem), foi condenado a quase dois anos de prisão e indenização de R$ 30 Mil reais 
A jornalista Rose Leonel teve a vida destruída depois que o monstro do ex-namorado publicou fotos íntimas dela na internet. Eles estavam juntos havia quatro anos e a vingança aconteceu quando ela decidiu terminar o relacionamento. O caso ocorreu em janeiro de 2006 e Eduardo Gonçalves da Silva foi condenado a um ano e 11 meses de prisão, além de R$ 30 mil de indenização. Dinheiro que Rose nunca recebeu e uma pena que ela considera irrisória.   
— Era uma fantasia dele fotografar e filmar nossas relações. Depois de dois anos, acabei cedendo. Eu não sabia, mas dormia com o inimigo. Foi um assassinato e me considero sobrevivente de tudo isso. Todos os dias essas fotos ressurgem e preciso criar forças para tocar a vida.   
A repercussão foi tanta, que Rose contratou um perito particular para ajudar a remover parte do material. Segundo o perito Wanderson Castilho, eram mais de sete milhões de sites com fotos da jornalista. O homem a anunciava como garota de programa e colocava os telefones pessoais dela para contato. Rose recebia mais de 500 ligações por dia de homens interessados nas divulgações. 
Texto e entrevista: Sylvia Albuquerque, do R7
VEJAM ESTES VÍDEOS
MULHERES ESPANCADAS 
A cada 2 a 3 minutos, uma mulher é agredida, espancada violentamente no Brasil; crianças e adolescentes são as principais vítimas de violência sexual
Créditos: Cíntia Barenho | Marcha Contra Mídia Machista em Porto AlegreYuri Kiddo, do Promenino com Cidade Escola Aprendiz
Até o final da leitura deste texto, uma pessoa do sexo feminino sofrerá algum tipo de violência. Isso porque a cada cinco minutos uma mulher é agredida no Brasil, de acordo com oMapa da Violência 2012 – Homicídio de Mulheres”. O Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, lembrado hoje, em 25 de novembro, demonstra-se extremamente importante para reflexão e mobilização no 7º país com a maior taxa de homicídio de mulheres, segundo o mesmo mapa.
Em pesquisa da ONG Articulação Feminista Marcosur (AFM), o Brasil ocupa a 15ª posição de uma lista de 16 países, no índice que mede a igualdade de gênero entre mulheres e homens na América Latina e Caribe, à frente apenas da Guatemala.
Os dados brasileiros são assustadores. A cada duas horas uma mulher é vítima de homicídio, contabilizando 372 mulheres mortas por mês. Os índices foram levantados pelo Instituto Avante Brasil (IAB) a partir de dados do DataSUS, do Ministério da Saúde; e revelam um retrocesso, se comparado à década de 1980, por exemplo, quando uma mulher era assassinada a cada seis horas, totalizando 113 por mês.
Desde o nascimento, as mulheres são as principais vítimas de violência em todas as faixas etárias. Para crianças e adolescentes com até 19 anos, a violência física é predominante, seguida da violência sexual, totalizando mais da metade dos atendimentos realizados na rede pública de saúde, em 2011. O terceiro tipo de violência mais recorrente é a psicológica. O levantamento revela que a maior parte das vítimas de violência sexual tinha menos de 20 anos. Além disso, a maior parte das agressões ocorrem na própria residência, lugar que deveria ser chamado de lar.   
Carinho do pai
Beatriz tem 13 anos e é filha única de um casal muito religioso. Sem nunca ter um namorado ou qualquer outro tipo de contato social que não fosse o da igreja, a garota engravida. Beatriz não sai sozinha nem para ir à escola, já que estuda em casa, sendo seu pai o professor.
Depois de algumas sessões no Posto de Saúde de seu bairro, a garota, sempre calada e retraída, vai um dia sem a mãe e, com muita dificuldade, chora ao falar sobre o pai que, “mesmo carinhoso, não gostava de ser contrariado”. Demonstrando medo e em meio a lágrimas, Beatriz relata que seu pai já tinha lhe ensinado “como fazer filhos” e, sobre os “carinhos” a que ele a submetia. Chantagens e ameaças a obrigavam optar pelo silêncio.
Ao ser notificada sobre a situação de incesto e abuso sexual, a mãe de Beatriz chora e desabafa sem saber o que fazer, pois seu marido é um homem autoritário e violento em certos momentos e que já ameaçou até matá-la em outra ocasião em que foi contrariado. A assistência social informou que medidas legais e de proteção deveriam ser tomadas, a orientaram procurar a Delegacia da Mulher e sugeriram o abortamento legal, já que a menina não queria ter o filho. Em apenas um caso, relatado no documento “Mulher Adolescente/Jovem em Situação de Violência”, da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM), é possível identificar diversas violações de direitos em uma pessoa com apenas 13 anos.
Historicamente o abuso sexual é a violação mais recorrente e o trabalho infantil doméstico a mais evidente. “Há a forte presença de meninas de 5 a 14 anos em casa de tios, outros parentes e de terceiros. Esse comportamento vem de uma lógica escravocrata, a herança patriarcal ainda coloca o homem no centro do poder, que não enxerga a mulher como ser de direito”, afirma a advogada e assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), Luana Natielle. “Muitas vezes a menina internaliza que ela é culpada pela violência, tornando natural sua condição”.
Para ela, a maioria das crianças que cresceram em espaços de violência refletem isso na vida adulta. “Os agressores de hoje geralmente são os que sofreram algum tipo de violência. As crianças que vivem nesse espaço têm menor desenvolvimento acadêmico, mais dificuldade em se relacionar e se tornam mais violentas”.
Cultura do machismo
As relações desiguais entre homens e mulheres e a construção social do gênero feminino como inferior ao masculino sustentam a violência contra as mulheres. “Essa violência ocorre em função das raízes históricas, culturais e econômicas, de dominação de gênero e de classe, que se mantêm pela reprodução da cultura do machismo e pela questão da sobrevivência e do consumo”, avalia a secretária executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo.
Questões de agressão contra mulher e desigualdade de gênero são geracionais e ainda latentes, sendo a violência física e simbólica. “Mesmo com uma mulher presidente, ainda chegamos no mercado de trabalho em condições desiguais, os salários continuam os menores para os mesmos cargos, há discriminação”, aponta a assessora do CFEMEA.
Luana acredita que houve avanço em relação aos direitos para a mulher e igualdade de gênero nos últimos 50 anos, mas que, apesar de termos leis de proteção especial, o número de agressões cometidas pelos companheiros não diminuiu nos últimos sete anos, desde a criação da Lei Maria da Penha.
“A cultura brasileira é marcada pelo machismo que determina espaços e comportamentos para mulher. O empoderamento da mulher incomoda o homem porque ele não aceita a retomada do sexo feminino no espaço público, com o domínio e liberdade do próprio corpo e vida. Então ele agride e mata”.
Estado inerte
Apesar da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) oferecerem proteções específicas para crianças e adolescentes meninas, Luana Natielle revela que a estrutura de atendimento existente não supre a demanda. “O Brasil aumentou o orçamento destinado às mulheres, mas esse dinheiro não chega na base do atendimento, porque aumentou também a violência. Então tem algo errado”. Como solução, ela sugere mais políticas públicas e campanhas que promovam o empoderamento dessas mulheres, e que dialoguem com homens também.
Outro ponto destacado pela assessora técnica do CFEMEA é o papel da indústria e da mídia que reproduz e fortalece os estereótipos da mulher como submissa e inferior. “Os programas de TV, desenhos, novelas e as propagandas reforçam a visão da mulher nos afazeres do lar, os brinquedos de meninas são direcionados para cuidar da casinha ou do bebê. É preciso um quadro muito forte de mudança que ensine o respeito e a igualdade”.
Para que essa mudança aconteça, Luana aposta na reeducação da sociedade. “É necessário disciplinas nas escolas que discutam questões de gênero e de direitos das mulheres e minorias. Mas enquanto o Estado for inerte, as mulheres vão continuar sendo agredidas e mortas”.  
O conteúdo jornalístico do site pode ser reproduzido, desde que seja dado o crédito ao Promenino Fundação Telefônica.
Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc projeta uma chocante estatística: a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas violentamente no Brasil. E já foi pior: há 10 anos, eram oito as mulheres espancadas no mesmo intervalo.
Realizada em 25 Estados, a pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado ouviu em agosto do ano passado 2.365 mulheres e 1.181 homens com mais de 15 anos. Aborda diversos temas e complementa estudo similar de 2001. Mas a parte que salta aos olhos é, novamente, a da violência doméstica. “Os dados mostram que a violência contra a mulher não é um problema privado, de casal. É social e exige políticas públicas”, diz Gustavo Venturi, professor da USP e supervisor da pesquisa.
Para chegar à estimativa de mais de duas mulheres agredidas por minuto, os pesquisadores partiram da amostra para fazer uma projeção nacional. Concluíram que 7,2 milhões de mulheres com mais de 15 anos já sofreram agressões – 1,3 milhão nos 12 meses que antecederam a pesquisa.
A pequena diminuição do número de mulheres agredidas entre 2001 e 2010 pode ser atribuída, em parte, à Lei Maria da Penha. “A lei é uma expressão da crescente consciência do problema da violência contra as mulheres”, afirma Venturi.
Entre os pesquisados, 85% conhecem a lei e 80% aprovam a nova legislação. Mesmo entre os 11% que a criticam, a principal ressalva é ao fato de que a lei é insuficiente.
O estudo traz também dados inéditos sobre o que os homens pensam sobre a violência contra as mulheres. Enquanto 8% admitem já ter batido em uma mulher, 48% dizem ter um amigo ou conhecido que fizeram o mesmo e 25% têm parentes que agridem as companheiras. “Dá para deduzir que o número de homens que admitem agredir está subestimado. Afinal, metade conhece alguém que bate”, avalia Venturi.
Ainda assim, surpreende que 2% dos homens declarem que “tem mulher que só aprende apanhando bastante”. Além disso, entre os 8% que assumem praticar a violência, 14% acreditam ter “agido bem” e 15% declaram que bateriam de novo, o que indica um padrão de comportamento, não uma exceção.
Respostas sobre agressões sofridas ainda na infância reforçam a ideia de que a violência pode fazer parte de uma cultura familiar. “Pais que levaram surras quando crianças tendem a bater mais em seus filhos”, explica Venturi. No total, 78% das mulheres e 57% dos homens que apanharam na infância acreditam que dar tapas nos filhos de vez em quando é necessário. Entre as mulheres que não apanharam, 53% acham razoável dar tapas de vez em quando. 
“A cada 2 a 3 minutos, 5 mulheres são espancadas! São 3.600 por dia! 108.000 por mês! 1.300.000 por ano!!!” E os números aumentam.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

SOBREVIVÊNCIA

http://www.doeplan.org.br/


EU APOIO
Transforme o presente, construa o futuro.
Ao se tornar doador da Plan International Brasil, você apoia um trabalho que traz resultados diretos para as crianças e ajuda o desenvolvimento das suas comunidades.
A Plan International é uma das mais antigas e maiores organizações de desenvolvimento infantil do mundo, com 1,5 milhão de crianças beneficiadas em51 países na África, Ásia e Américas.
No Brasil, proporcionamos educação, saúde, proteção contra a violência e muitos outros benefícios a cerca de 70 mil crianças, em mais de 50 projetos.
Seja doador da Plan International Brasil.
Ajudamos as pessoas a transformar a sua realidade e conduzir o seu próprio desenvolvimento.
Trabalhamos para que as crianças cresçam saudáveis e protegidas, aprendam a reivindicar os seus direitos e se eduquem para realizar todo o seu potencial. E combatemos a pobreza, ajudando comunidades a se organizar e a se desenvolver.
Veja algumas atividades dos nossos projetos:
Orientação sobre os cuidados com mulheres grávidas e crianças de até seis anos de idade.
Apoio a escolas públicas, para aumentar a qualidade do ensino, em ambientes livres de violência e de discriminação.
Organização de grupos, treinamento e captação de recursos para o desenvolvimento de atividades econômicas.
Mobilização social para melhoria dos serviços e programas públicos. Orientação sobre prevenção da violência contra crianças e adolescentes.
Seja doador da 
POUCOS CUMPREM, POUCOS FAZEM
VAMOS FAZER O BEM SEM OLHAR A QUÉM E SEM ESPERAR NADA, SÓ AGRADECER

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

VISTO DE VIAGEM, NUNCA +

PASSAPORTE

AGORA BRASILEIROS PODEM ENTRAR EM MAIS DE 60 PAÍSES SEM VISTO.

Estamos com boas notícias! Segundo a matéria do site Portal Administradores, o site de Viagens Mundi fez um levantamento dos países que os brasileiros não precisam de visto. O Brasil e a Geórgia realizaram no último dia 11 de março um acordo bilateral para liberar a entrada de turistas de ambos os países sem a necessidade do visto, permissão legal de entrada em qualquer local estrangeiro. “Porém, fica as suas burocracias referentes a permanência do turista. Isso varia de país para país. Agora sem burocracia (exceto: nos países do Mercosul, onde os brasileiros podem entrar somente com a carteira de identidade).
A não exigência de visto também não significa burocracia zero. Alguns países podem exigir a apresentação de certas garantias, como confirmação de hospedagem, passagem de volta e comprovante de que possui dinheiro suficiente para se sustentar no país durante a permanência. Lembre-se também de que a não exigência de visto é válida para viajantes com previsão de estada temporária (geralmente, o prazo para permanência sem visto é de três meses, mas isso varia de país a país). Entradas para estudo, trabalho ou residência definitiva exigem vistos específicos. Os viajantes de plantão podem embarcar sem medo nos 66 países logo abaixo, mas sempre se precavendo com suas exigências. Segundo o Itamaraty:
África do Sul
Alemanha
Andorra
Antilhas Francesas
Argentina
Áustria
Bahamas
Barbados
Bósnia Guiana
Bélgica
Bolívia
Bulgária
Chile
Colômbia
Coréia do Sul
Costa Rica
Croácia
Dinamarca
Equador
Eslováquia
Eslovênia
Espanha
Filipinas
Finlândia
França
Geórgia
Grécia
Guatemala
Honduras
Holanda
Hong Kong
Hungria
Irlanda
Islândia
Israel
Itália
Liechtenstein
Luxemburgo
Malásia
Marrocos
México
Mônaco
Namíbia
Noruega
Nova Zelândia
Panamá
Paraguai
Peru
Polônia
Portugal
Reino Unido
Romênia
Rússia
República Tcheca
San Marino
Sérvia
Suécia
Suíça
Suriname
Tailândia
Tunísia
Turquia
Ucrânia
Trinidad e Tobago
Uruguai
Vaticano
Venezuela



242 THOUGHTS ON “AGORA BRASILEIROS PODEM ENTRAR EM MAIS DE 60 PAÍSES SEM VISTO.”